Entrar Via

Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 243

PRINCESA EMERIEL

Emeriel flutuava entre a consciência e a inconsciência.

Cada vez que emergia, alguém pressionava uma erva amarga em seus lábios, esfriava sua testa com panos úmidos, ou a persuadia a comer. Era exaustivo, intrusivo.

Por que não poderiam simplesmente deixá-la em seus sonhos?

Belos, doces sonhos dela e de seu Amado.

Aqui, neste mundo de calor e luz, não havia dor, não havia miséria.

Aqui, o laço deles estava vivo e florescente.

Aqui, ela podia sentir sua presença mesmo quando ele estava longe da fortaleza.

Aqui, ela sentia tudo em seu coração, não apenas sua dor, mas também sua felicidade. Seu amor.

Neste mundo, sua barriga estava cheia e arredondada, carregando o filho deles. Uma criança que trazia ainda mais luz para o mundo deles já radiante.

Seu amado brilhava de alegria, intocado pela tristeza do luto e da perda.

Emeriel não queria acordar desse sonho idílico.

Se atravessar para o outro lado trouxesse sonhos como esses, talvez ela devesse ter atravessado há muito tempo.

Era lindo. Era—

-Acorda, Princesa. Abra a boca.- A voz de Madam Livia invadiu seus sonhos.

Não de novo.

-Vá embora…- ela tentou gritar, mas as palavras saíram como um murmúrio confuso.

-Ela está atrasada para a medicação,- a voz da chefe das criadas acrescentou, -mas ultimamente, ela trava a mandíbula, recusando qualquer perturbação.

Um abençoado silêncio retornou.

Emeriel relaxou, agradecida. Graças aos céus—

Uma mão forte e gentil acariciou sua bochecha. -Acorde, querida.

Seu coração se agitou com a voz familiar. O que ele estava fazendo fora de seus sonhos?

Aqui, neste meio mundo nebuloso, ele soava mais próximo… mais real.

Bem, talvez ela abrisse os olhos por apenas um momento.

Luz brilhante assaltou sua visão.

Não. Emeriel rapidamente fechou os olhos.

-Feche as cortinas, Livia,- seu Amado ordenou.

-Mas ela precisa de ar fresco…

-Faça isso,- ele insistiu.

O som das cortinas se movendo seguiu. O quarto escureceu. Então, o maravilhoso silêncio.

Cautelosamente, ela abriu os olhos novamente, um de cada vez.

Sua visão estava embaçada, mas ao piscar, o rosto de seu macho lentamente veio à foco.

-Olá, Princesa,- ele gemeu, seus dedos acariciando suas maçãs do rosto.

Sua cabeça estava leve e nebulosa, mas isso… isso também era um sonho agradável. Emeriel soltou um som suave e contente, aninhando-se em seu toque.

-Isso, minha boa menina,- sua mão se moveu para acariciar seu cabelo. -Agora, você precisa beber.

Uma xícara foi pressionada contra seus lábios, e um líquido amargo tocou sua língua. Ela engasgou, virando a cabeça para o lado.

-Amargo,- ela murmurou. -Não quero.

-Eu sei, mas você precisa,- Ele se inclinou mais perto, seu rosto preenchendo sua visão, bloqueando o resto do mundo.

Emeriel descobriu que não se importava com isso.

-Você é tão bonito,- ela falou arrastado. -Mas… há um pequeno erro aqui…- Levantando uma mão, ela suavizou as linhas de preocupação em sua testa, alisando a ruga entre suas sobrancelhas. -Pronto, muito melhor. Não frunza tanto a testa.

Seu olhar estava cheio de uma ternura que a fazia sentir como o centro de seu universo.

Oh, ela gostava disso. Muito.

-Continue me olhando… assim,- ela murmurou sonolenta, perdida naqueles olhos. -Às vezes, é como se você visse diretamente em minha alma.

Ela fez uma pausa, suas pálpebras tremulando. -É perturbador, mas… eu gosto. Nunca pare.

-Você está drogada,- ele disse com aquela voz profunda e sexy que fazia Emeriel se arrepiar por dentro.

-Não, estou bem lúcida,- ela informou com a maior seriedade.

Piscando forte, ela franziu a testa, suas sobrancelhas se enrugando enquanto seus olhos tentavam se focar. -Embora você pareça ter… três olhos e dois narizes.

Capítulo 243 1

Riel. O apelido fazia seu interior se contorcer agradavelmente.

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso