Uma tontura tomou conta de Daemonikai, uma dor de cabeça pulsante do tamanho de um navio de guerra martelando em seu crânio.
O veneno poderia permanecer em seu corpo por muito mais tempo do que no de Emeriel, tempo suficiente para garantir o antídoto. Com sorte.
-Você está realmente bem?- A preocupação tocou a voz de Vladya.
-Minha cabeça parece que está tentando se dividir em dois,- Daemonikai admitiu. -Mas isso é de se esperar.
-Quem faria isso?- Vladya se perguntou, franzindo a testa. -Você tem alguma suspeita?
-Eu vou confrontar Zaiper,- ele repetiu.
Os olhos de Vladya se afiaram. -Você realmente acredita que ele poderia estar envolvido?
-Eu não sei, mas vou começar por ele.- Daemonikai se forçou a se levantar, uma raiva fervente crescendo dentro dele. -Depois, eu vou voltar ao local do ataque. Se esses tolos incompetentes não conseguirem encontrar um rastro, eu mesmo irei rastrear o responsável.
-Eu vou com você.
-Não.- Daemonikai vestiu suas vestes lentamente, seu interior se revirando. -Eu preciso de você aqui, com ela. Eu vou voltar.
A preocupação de Vladya se aprofundou. -Você não está bem, Daemon. Eu sei como essas suas confrontações costumam ser. Você tem certeza de que está pronto para isso?
Ele caminhou até a porta, parou e lançou um olhar por cima do ombro. -Eu posso cuidar de Zaiper. Estou doente, não morto.
-
Cruzando a interseção, Daemonikai entrou em Greyrock, seus guardas seguindo atrás. A cada passo que dava longe de Emeriel, ele percebia o quão perto tinha estado de perdê-la esta noite.
Desde quando seu reino se tornara tão inseguro a ponto de assassinos se atreverem a atacar no coração da fortaleza de Ravenshadow? Primeiro ele mesmo, agora Emeriel.
A notícia de sua chegada deve ter se espalhado rapidamente, pois os soldados se apressaram em limpar seu caminho, movendo-se com pressa, suas expressões tensas, e todos os trabalhadores desapareceram para seus postos.
Entrando na residência real, ele viu Zaiper esperando em sua porta, uma expressão guardada em seus olhos.
-Sua Graça. Ouvi o que aconteceu, e quero que saiba que meus homens também estão procurando pelo culpado,- ele disse.
-Eu preciso de privacidade, Zaiper.- O tom de Daemonikai era gelidamente calmo. -Veja isso.
Os olhos do grande senhor se arregalaram ligeiramente, hesitação cruzando seu rosto.
Os olhos de Daemonikai o encararam, desafiando-o a recusar. Mas Zaiper assentiu, levando-o para dentro, dispensando os guardas restantes no salão.
Uma vez sozinhos, Daemonikai o agarrou pela gola, o empurrando contra a parede mais próxima com força suficiente para tirar o fôlego dele, segurando-o suspenso.
-Qual é o significado disso,- Zaiper engasgou, lutando por ar.
-Como você se atreve a tentar matá-la?- Daemonikai estalou. -Como você se atreve, Zaiper?
-Eu nunca faria isso!- ele ofegou, arranhando a mão de Daemonikai. -Me solte, para que possamos discutir isso.
-Não haverá discussão. Apenas eu falando, e você ouvindo.- O aperto de Daemonikai se intensificou, cortando o fluxo de ar de Zaiper. -Este é o seu único aviso. Se eu descobrir que você teve algum papel nisso, eu vou te despedaçar com minhas próprias mãos.
Zaiper ofegou, fulminando. -Você não pode me ameaçar em minha própria casa.
O grande rei o empurrou contra a parede novamente. -Se eu descobrir que você teve alguma participação nisso, eu vou te retalhar como carne em um matadouro, despedaçar você em cem pedaços pequenos, e espalhar seus restos por toda a cidade,- ele declarou com frieza, se inclinando mais perto. -Eu vou te mostrar uma parte de mim que suprimi há muito tempo.
O medo passou pelo rosto enfurecido de Zaiper, mas ele rapidamente o escondeu. -Me solte, Daemon, me solte agora mesmo!
Um sorriso sem humor se estendeu pelos lábios de Daemonikai. -Reze aos seus deuses para que eu não encontre nenhuma evidência ligando você a este crime, Zaiper Thoryk Dragaxlov.
Com isso, ele soltou Zaiper, que caiu como um boneco de pano. Enquanto ele ofegava por ar, Daemonikai deu um passo para trás com indiferença casual.
Zaiper se levantou lentamente, sua fúria aumentando, seu orgulho ferido. Um lampejo de amarelo misturado com seus olhos cinzentos, e ele deu um passo ameaçador para frente.
-Você não tem o direito de invadir minha casa e me assediar dessa maneira!- ele rugiu. -Você não tem o direito.
Daemonikai entrou em seu espaço pessoal, ficando tão perto até que mal havia uma polegada entre eles.
-Traga-o adiante, eu te desafio, seu tolo,- ele desafiou, sua voz suave mas implacável. -Deixe sua besta sair para brincar.
Segurando o queixo de Zaiper, ele encarou aqueles olhos amarelos. -Eu vou esquecer todas as regras de princípio e vou te esmagar, assim como sempre fiz.
```

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...