A luz do sol atravessou a janela, atingindo os olhos de Emeriel, os lençóis estavam frios, o quarto silencioso. Ela acordou em uma cama vazia. Tentando se mover, ela percebeu que isso era o menor dos seus problemas.
Um sentimento doentio revirava em seu estômago, a náusea a atingindo com força. Cada tentativa de se mover enviava tremores de dor por todo o seu corpo machucado. A bile subiu pela garganta, os músculos protestando enquanto ela se dobrava e vomitava nos lençóis amarrotados.
Ela vomitou até não restar mais nada, soluços secos sacudindo seu corpo. Lágrimas se misturavam com saliva e bile em suas bochechas, seu nariz escorrendo sem controle. O mundo nadava em um borrão nauseante.
Uma batida suave quebrou o silêncio. Meu amado?
A porta rangeu aberta, revelando o rosto preocupado do Senhor Herod. -Oh, minha pobre pequena.- Ele entrou. -Seu cio acabou.
De fato, havia acabado. A excitação febril que a consumira por dias havia desaparecido, deixando para trás um cansaço profundo. Sua mente estava clara, mas seu corpo parecia ter sido pisoteado por uma manada de cavalos.
-Eu me sinto... esmagada-, ela gemeu, apertando os olhos contra a luz da manhã que picava como agulhas. -Como se uma carruagem de guerra tivesse passado por cima de mim.
-Um sentimento comum, minha querida-, Lord Herod acalmou. Seus passos se aproximaram. -Vou te levar para a casa principal. As criadas vão cuidar dessa bagunça. Um banho já foi preparado. Você se sentirá melhor depois.
Emeriel duvidava disso, mas não tinha energia para discutir. A ideia de estar limpa era um pequeno conforto.
-Vou te levantar agora-, anunciou Herod, sua mão alcançando o braço dela.
Emeriel recuou com um sibilo, seu corpo instintivamente se afastando do toque dele. -Não-, ela gemeu. -Dói.
-Isso também é normal, minha querida Em-, ele disse suavemente. -Você foi tocada constantemente por dias. Seu corpo precisa de espaço para se curar. Mas tenho medo de que você terá que suportar por um momento. Andar será difícil. Esta é a única maneira de te tirar daqui.
O estômago de Emeriel se revirou, tornando difícil se concentrar nas palavras de Lord Herod. Ela tentou reunir forças para se mover, mas seus músculos se recusavam a cooperar.
-Está bem-, ela conseguiu, fraca, se preparando para a dor.
Mas nada a preparou para a miséria absoluta que a atravessou quando seus braços fortes a levantaram da cama. Emeriel abafou um grito enquanto era carregada para fora da cabana que havia sido seu mundo nos últimos três dias.
-O grande rei partiu, não é?- Emeriel tentou não chorar.
Pensaria-se que após o cio, suas emoções seriam mais estáveis, mas ainda eram um caos.
-Sim, ao amanhecer-, respondeu Lord Herod. -Assuntos da corte não esperam por ninguém, Emeriel. Mas ele passou seu cio com você, ficando o tempo todo, apesar de seu ódio profundo por sua espécie. Os deuses estão realmente do seu lado.
Estão? O grande rei quase a matara, não uma, mas duas vezes. Sua dor muitas vezes ofuscava o vínculo deles, levando-o à beira do assassinato. Duas vezes, ele quase a estrangulou. Se os deuses realmente a favorecessem, eles não teriam forjado esse vínculo em primeiro lugar.
Antes do casarão, protegida da luz do sol forte, Emeriel finalmente abriu os olhos. A náusea subiu novamente.
-Acho que vou vomitar.
-Apenas mais alguns segundos, minha querida-, incentivou Lord Herod. -Estamos quase lá.
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AEKEIRA
Aekeira sentia muita falta de sua irmã.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...