A porta se abriu, e Aekeira entrou para ver Em na cama, despida, com uma toalha grossa por baixo dela. Toalhas idênticas estavam empilhadas nas proximidades - Aekeira contou dez - antes de sua atenção voltar para Em.
Sua irmã fazia sons de dor, encolhida em posição fetal de costas para Aekeira. Ela não reagiu ao som da porta.
Aekeira se aproximou, o coração doendo. -Em...
Em se contorceu, se desenrolando lentamente para encará-la. Os olhos se abriram. -Keira?
-Sou eu.- A emoção engrossou a garganta de Aekeira, e ela se aproximou, abraçando sua irmã. -Em, senti tanto a sua falta.
Em gemeu. -Não me toque. Dói.
-Desculpe, desculpe.- Aekeira se afastou, mas permaneceu perto, a preocupação marcada em seu rosto. -Como você se sente? Você parece doente.
-Apenas muito cansada.- O rosto de Em se contorceu de desconforto. Ela abriu um pouco as pernas, soltando um gemido longo e dolorido enquanto um fluido esbranquiçado começava a escorrer de—
As bochechas de Aekeira coraram. Ah.
É por isso que a barriga de Em estava inchada, como a de uma mulher recém-grávida?
Finalmente, Em se inclinou para frente, a toalha por baixo dela encharcada. A preocupação superava em muito o constrangimento de Aekeira. -Deve ser assim mesmo?
Em fez um leve aceno com a cabeça.
-Eu preciso trocar sua toalha?
-Ainda não.- Em se acomodou de volta na cama, sua respiração superficial.
-Eu volto.- Aekeira se levantou, enchendo rapidamente uma tigela com água da jarra próxima e pegou uma toalha. Voltando ao lado de Em, ela mergulhou a toalha na água e começou a limpar gentilmente sua irmã.
A pele de Em estava queimando e Aekeira tomou cuidado para evitar o contato, garantindo que apenas a toalha molhada tocasse seu corpo.
Em vagava entre o sono, ocasionalmente franzindo a testa ou gemendo de dor. A garganta de Aekeira se apertou, lutando contra as lágrimas enquanto passava a toalha molhada pelo braço de Em, pelo peito e pelas costelas. Sua irmã claramente estava sofrendo.
Em se mexeu inquietamente, murmurando palavras incoerentes.
-O que você disse?- Aekeira se inclinou mais perto, se esforçando para ouvir.
-Eu o quero,- Em chorou, uma lágrima escorrendo por sua bochecha. -Meu Amado.
-Ele está ocupado na corte, Em. Tenho certeza de que ele estaria aqui se pudesse,- Aekeira mentiu gentilmente, esperando acalmá-la.
Em assentiu, então soltou outro som de dor enquanto mais fluido vazava de suas pernas abertas. Aekeira substituiu a toalha encharcada por uma nova. Eventualmente ela suspirou aliviada quando a respiração de Em se estabilizou no sono.
A porta rangeu. -Como ela está?- Lord Herod entrou, sua voz sussurrante.
-Ela acabou de dormir.- Aekeira puxou o lençol sobre a forma de Em, enxugando uma lágrima. Ela olhou para Lord Herod com preocupação. -Isso sempre acontece assim?

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...