Luiza não tinha paciência para discutir com Gabriela. Ela apenas olhou para Dona Paula e disse:
— Vovó, esse caso já foi denunciado à polícia, e eles ainda estão investigando.
— Não tente distorcer os fatos! — Gabriela retrucou com indignação, como se estivesse apenas defendendo o filho. — Quando o Michel se machucou, só você estava lá. Se não foi você, quem foi? E, depois de todos esses dias, você sequer foi ao hospital visitá-lo. Se isso não é porque está escondendo alguma coisa, então o que seria?
Luiza não conseguia acreditar na falta de lógica de Gabriela.
Dona Paula lançou um olhar severo para Luiza, a voz firme e carregada de autoridade:
— Luiza, é como a Gabriela disse?
— Sim, mas eu não tenho culpa...
— Chega! — Dona Paula a interrompeu friamente. — Por mais que você e a Gabriela não se entendam, a criança não tem culpa de nada. Hoje há muitos convidados. Vá para a capela e passe a noite inteira em confissão.
A pequena capela da família Soares servia tanto para orações e homenagens aos antepassados quanto como símbolo das regras e da autoridade da família.
Localizada em um canto do jardim, era isolada e desconfortável, gelada no inverno e abafada no verão.
Embora não fosse tão cruel quanto as punições de Dona Joana, que obrigava as pessoas a se ajoelharem sobre pedrinhas, passar uma noite de inverno na capela certamente resultaria em uma febre alta.
Luiza ergueu os olhos para Ethan, esperando algum tipo de reação, mas ele permaneceu impassível. Ela esboçou um sorriso amargo.
— Vovó, é verdade que eu estava lá sozinha, mas eu só estava tentando...
Antes que pudesse terminar, um burburinho vindo da escada interrompeu suas palavras.
Todos da família Soares se viraram para olhar, e Luiza viu Gustavo entrando no salão sem que ela percebesse quando ele havia chegado.
Onde quer que o herdeiro da família Marques fosse, ele sempre estava cercado por pessoas. Naquele momento, várias figuras da alta sociedade estavam ao seu redor, tentando agradá-lo com sorrisos e palavras bajuladoras.
Diferente de seu comportamento habitual, Gustavo parecia de bom humor. Ele não estava sendo indiferente ou distante, mas respondia às pessoas com certa descontração. Provavelmente, isso se devia ao fato de ele ter trazido uma acompanhante.
Cristina usava um vestido que se ajustava perfeitamente ao seu corpo, destacando suas curvas de maneira elegante. Ela estava de braços dados com Gustavo, sorrindo com leveza.
A namorada de Gustavo era Cristina. Elegante, inteligente e gentil, uma mulher que combinava perfeitamente com ele.
— Sr. Gustavo, o que eu disse agora há pouco foi apenas uma opinião pessoal. Não quis acusar Luiza de nada. Afinal, ela é minha cunhada.
— Gabriela. — Cristina interveio com um sorriso suave, mas com um tom que misturava conselho e advertência. — Se você sabe que é apenas uma suposição, seria melhor não dizer nada. Caso contrário, se Luiza for injustiçada, Gustavo, como irmão, certamente ficará irritado.
— Cristina, no fim das contas, somos todos uma família. — Ethan interveio com um tom equilibrado, tentando aliviar a tensão. — Gabi só falou sem pensar. É claro que a família Soares nunca permitirá que Luiza seja injustiçada.
— Assim é o ideal. — Cristina respondeu educadamente, deixando claro que falava em nome de Gustavo. Ela então se virou para Dona Paula com um sorriso caloroso. — Dona Paula, desejo que sua vida seja longa e cheia de saúde, e que seus dias sejam prósperos e tranquilos.
— Muito obrigada. — Dona Paula sorriu, assentindo. Ela olhou para Gustavo e brincou. — É raro te ver acompanhado. Será que boas notícias estão por vir?
Cristina corou, mas não disse nada, esperando que Gustavo respondesse.
Desde o momento em que Gustavo e Cristina entraram, Luiza permaneceu imóvel, sem sequer levantar os olhos. Ela sentia que, apesar de estar fisicamente presente, não pertencia àquele lugar.
O marido dela, Ethan, passou o tempo todo defendendo Gabriela, enquanto o irmão, Gustavo, não tinha mais ao lado a própria irmã, e sim Cristina.
Luiza não sabia nem mesmo onde pousar o olhar. Não importava o ângulo, ela parecia ser a única pessoa deslocada naquela sala.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....