O olhar de Nina parou no rosto do homem à sua frente.
Nos olhos dela não havia decepção nem ironia. Restava apenas um olhar analítico, distante e quase indiferente.
— Soren. — Ela falou baixo, sem elevar o tom. — Você está tentando negociar comigo?
Soren ficou tenso, embora ainda mantivesse a expressão respeitosa:
— Nina, eu não estou tentando negociar. Eu só…
— Só o quê? — Nina cortou, com a voz serena. — Só está tentando trocar a sua colaboração no divórcio pelo recuo do Gustavo? Você realmente acha que pode usar como moeda algo que, desde o começo, já era sua obrigação?
O rosto de Soren perdeu a cor.
Ela tinha razão.
Querendo ou não, com ou sem “acordo”, ele tinha de se divorciar. Era o mínimo.
— Soren, presta atenção. — Nina se levantou. Agora, de pé diante dele, parecia ainda mais firme e inabalável. — Você vai se divorciar de um jeito ou de outro. Quer queira, quer não. Você não tem nenhum direito de sentar aqui e me impor condições.
— Quanto ao Gustavo… — A voz dela ficou mais baixa, mas seu tom perdeu ainda mais a doçura. — Eu, honestamente, no seu lugar, pararia de perder tempo imaginando um jeito de fazê-lo recuar. Se você tem tempo para isso, é melhor pensar em como sair dessa situação com o menor prejuízo possível. Quando você decidir um dia para acertar o divórcio, é só avisar a Virgínia.
Assim que terminou, ela não lhe deu mais nem um segundo de atenção. Virou-se e caminhou em direção à porta.
Os saltos altos batiam no piso de porcelanato em um compasso ritmado, cada passo soando nítido e frio.
Soren ficou sozinho na sala de reuniões vazia, encarando a xícara de café à sua frente, já completamente fria.
A última vez que se sentira tão encurralado fora quando Nina colocara os papéis do divórcio diante dele pela primeira vez.
Naquele momento, ele ainda acreditava que era só uma ameaça, um susto. Achava que bastariam alguns dias para ela se acalmar e desistir da ideia.
Agora, ele finalmente entendia que ela não estava blefando.
Ela queria, sim, romper de vez todos os laços entre os dois, sem deixar pontas soltas.
Ele não sabia quanto tempo ficou ali. Só depois de muito tempo se levantou devagar, ajeitou o paletó e saiu da sala de reuniões com passos firmes.
O corredor estava vazio. Virgínia não estava em lugar nenhum para acompanhá-lo até a saída.
Ele entrou sozinho no elevador. Saiu sozinho do prédio corporativo.
O céu estava carregado, de um cinza pesado, e o vento trazia um frio úmido que lhe golpeava o rosto.
Ele parou no alto da escadaria da entrada e, por um instante, teve a sensação de que tudo ao redor estava ligeiramente fora de foco.
O sedã preto ainda estava estacionado à beira da calçada. Assim que viu Soren, Bryan deu a volta às pressas e abriu a porta traseira.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....