Douglas enfim ergueu os olhos para ele, e o que existia no fundo do olhar era um deboche gelado, sem nenhuma intenção de disfarçar:
— Sou eu que falo com ironia ou é você que passa por cima de qualquer coisa para conseguir o que quer?
Soren ficou um segundo travado com a pergunta. O sorriso no canto da boca quase desfez, e o tom dele também desceu alguns graus:
— Não importa como a situação começou ou terminou, no fim das contas nós somos irmãos de sangue. Você não acha exagero virar a cara para mim por causa de uma pessoa de fora?
— Ela não é uma pessoa de fora.
Douglas cortou a frase no meio. A voz dele não foi alta, mas cada palavra saiu precisa.
A sala de jantar caiu num silêncio completo.
Joyce abriu a boca, pronta para dizer alguma coisa, mas Asher lançou um olhar em direção a ela e a calou antes que ela falasse.
A mão de Magnus, que segurava a xícara de café, parou no ar. O olhar dele saiu do rosto de Douglas, passou devagar para Soren e voltou para Douglas, como se ele estivesse pesando cada detalhe.
Depois de alguns instantes, Magnus pousou a xícara e falou num tom aparentemente neutro:
— Chega. Nós somos uma família. Ficar discutindo por causa disso não faz o menor sentido. Douglas, o que o seu irmão disse também não está errado. A Nina é a sua cunhada. Você precisa manter certa distância dela, para não a colocar em uma situação delicada.
À primeira vista, soava como uma tentativa de equilibrar os dois lados. Mas a inclinação de Magnus era óbvia.
Ele estava, na verdade, lembrando Douglas do lugar que ocupava naquela família e pedindo que se afastasse de Nina para não constranger Soren.
Douglas não rebateu. Ele apenas se levantou, sem pressa, e respondeu com a voz limpa e fria:
— Eu já comi. Eu vou subir.
Ele se virou e saiu sem esperar qualquer resposta.
Magnus também não tentou segurá-lo. Ele só fez um gesto com a mão e voltou a erguer a xícara de café, recuperando o tom habitual de autoridade:
— Muito bem. Soren, o que precisa ser o centro da sua atenção continua sendo o trabalho.
A frase, por fora, parecia banal. Mas, por dentro, era um posicionamento claro. Enquanto Soren mantivesse a família Frota na palma da mão e garantisse os interesses da família Williams, ninguém sequer cogitaria mexer na sucessão ou trocar o herdeiro.
— Sim.
Soren respondeu na hora.
Por mais descontente que Douglas estivesse com ele, aquilo não mudava nada de concreto. Enquanto o avô continuasse ao lado dele, a família Williams não faria nenhuma mudança na sucessão naquele momento.
Soren não se demorou mais. Ele pegou o guardanapo e limpou o canto da boca com um gesto contido:

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....