Na manhã seguinte, bem cedo, Lilian tinha desligado o despertador ainda meio grogue, quando chegou mais uma mensagem. Ela pegou o celular, apertou os olhos e deu uma olhada rápida na tela.
Era de Cauã, com apenas duas palavras:
[Você acordou?]
Ela virou o celular com a tela para baixo e deixou em cima do travesseiro, fechando os olhos de novo. Só que o sono já tinha ido embora. Os pensamentos, que ainda estavam embolados, foram ficando cada vez mais nítidos.
Ela tinha voltado a pensar no beijo de ontem à noite, lá na garagem. Quando ela chegou em casa, ficou um bom tempo trancada no banheiro, parada em frente ao espelho, encarando o canto da boca avermelhado.
Cada palavra de Cauã tinha tocado justamente naquilo que ela mais tentava proteger. Lilian nem queria admitir, mas, naquele instante, a barreira que havia erguido ao longo de tantos anos quase tinha desmoronado por completo.
Ela tinha desejado, com todas as forças, simplesmente largar tudo e pensar nas consequências depois.
Lilian se virou na cama e pegou o celular de novo para olhar a hora: sete e trinta e três.
Ela digitou algumas palavras… Apagou. Tornou a escrever… Apagou de novo. Depois desse vai e vem duas vezes, acabou mandando só uma palavra:
[Sim.]
A resposta chegou rápido:
[Você está livre para almoçar comigo hoje?]
Lilian pensou um pouco antes de responder:
[Eu tenho um caso para discutir na hora do almoço. Vamos jantar.]
Depois que mandou, ela ficou encarando a tela por alguns segundos. Quando percebeu que estava ali, esperando ansiosa por uma resposta, achou aquilo meio ridículo, largou o celular de lado e o jogou em cima da cama.
Cerca de meio minuto depois, o aparelho vibrou de novo.
[À noite eu vou te buscar.]
Ele não perguntou onde ela trabalhava, nem a que horas ela saía. Escreveu como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Lilian não respondeu. Colocou o celular no modo silencioso e se levantou para ir se arrumar.
No mesmo horário, Nina estava no escritório revisando documentos.
Virgínia entrou com uma xícara de café recém-passado, bateu de leve na porta e se aproximou.
— Dona Nina, a senhora acha que precisamos desmarcar antes a reunião de coordenação do projeto de revitalização da Cidade Velha, amanhã à tarde?
Enquanto falava, ela colocou o café na frente de Nina.
Nina levantou o rosto, sem entender muito bem:
— Por quê?
— A senhora esqueceu? — Virgínia viu que Nina franziu um pouco a testa e, constatando que ela realmente não tinha dado importância ao assunto, resolveu lembrar. — O período de reflexão do divórcio da senhora com o senhor Soren acabou. Amanhã você precisa ir para Cidade B pegar um papel de divórcio. Eu já falei com a assistente dele. Vocês vão ao cartório de registro civil às onze horas.
Nina lançou um olhar rápido para o calendário de mesa. Amanhã, de fato, era o último dia do período de espera para o divórcio. Mesmo assim, por dentro, ela não sentiu o menor abalo.
— É só pegar um papel de divórcio. Não vai levar tanto tempo assim. — Nina voltou a concentrar os olhos nos documentos. — Eu consigo estar de volta na hora do almoço. A reunião segue marcada, não precisa mexer em nada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....