De manhã, nevava de novo em Rivara.
Nina ficou de pé diante da janela de vidro do hotel, olhando os garis lá embaixo empurrarem a neve acumulada para as laterais da calçada, até aparecer o asfalto cinza‑azulado da rua.
O celular vibrou duas vezes em cima da mesa de cabeceira.
Ela se virou, caminhou até lá e pegou o aparelho. Era uma mensagem de Cauã.
[Mana, o contrato já foi assinado?]
Ela digitou a resposta:
[Ainda não. Eu vou aí hoje de manhã.]
A resposta dele chegou na mesma hora:
[Valeu, mana.]
Nina guardou o celular no bolso e entrou no banheiro para se arrumar.
Às nove e meia da manhã, Nina chegou pontualmente à sede do Grupo Duarte.
Virgínia vinha logo atrás dela, com um calhamaço de documentos do governo nas mãos, falando em voz baixa sobre alguns detalhes.
Nina ouvia enquanto atravessava o saguão do térreo em direção aos elevadores.
Quando a porta do elevador se abriu, havia ali dentro alguns funcionários do Grupo Duarte. Quando eles viram Nina, todos recuaram instintivamente, abrindo espaço. Alguém a reconheceu, o olhar se prendeu nela por um segundo e logo se desviou.
Nina entrou como se nada tivesse acontecido, com o rosto sereno. Virgínia entrou logo depois.
O elevador parou no décimo sétimo andar. Quando Nina deu o primeiro passo para sair, a sola do sapato escorregou em uma poça quase imperceptível de água no piso.
O pé dela deslizou, e o corpo se projetou para a frente, fora de controle.
— Nina!
A voz chegou antes do impacto.
No segundo seguinte, alguém segurou firme o braço dela. Uma força rápida a puxou de leve para o lado, estabilizando o corpo dela por um triz.
Nina ergueu o rosto por reflexo e deu de cara com as sobrancelhas levemente franzidas de Douglas.
Naquele dia ele usava um suéter fino, cinza‑escuro, por baixo de um blazer preto. Sem gravata, um pouco mais informal do que na última vez em que ela o tinha visto.
Ela não comentou nada. Apenas desviou o olhar e acompanhou Douglas até a sala dele.
Douglas contornou a mesa e se sentou na cadeira de trabalho, indicando a poltrona à frente para Nina se sentar.
— Nina, o contrato já está pronto. Dá uma olhada.
Nina pegou a pasta, baixou os olhos e começou a folhear, página por página. De vez em quando, ela pegava a caneta e anotava algum ajuste em detalhes menores.
Ela lia rápido, mas passava com atenção por cada cláusula. Sempre que surgia alguma dúvida, ela levantava a cabeça para confirmar com Douglas.
Depois de uns vinte minutos, Nina chegou à última página e assinou o próprio nome no campo reservado.
Assim que terminou, ela fechou o contrato e entregou uma das vias para Douglas.
— Pronto. O resto agora segue o trâmite com o jurídico.
Nina assentiu com a cabeça:
— Na etapa de implantação do projeto, eu vou pedir para o Cauã fazer a ponte com você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....