Quando Nina saiu do prédio do escritório, ela viu Douglas sentado em um sedã preto. O vidro estava meio abaixado, e o garoto, que já tinha traços finos e bem definidos, agora tinha a linha do maxilar ainda mais marcada de perfil.
— Por que você voltou de repente? — Nina perguntou, surpresa.
— Eu vi a notícia. — Douglas respondeu. — Eu fico com medo de você ficar chateada.
— Eu não fico chateada. — Nina disse.
Douglas deu um meio sorriso:
— Então é só porque eu quis voltar.
Nina lançou um olhar na direção dele, abriu a porta e entrou no carro.
— Você vai para onde? — Douglas perguntou.
— Para casa.
O carro saiu do estacionamento. Douglas dirigia com calma, firme no volante.
Nina perguntou:
— E o pessoal do Grupo Duarte, como está?
— Está indo bem. Com o meu avô em cima, não tem como dar problema.
— Então você fica direito em Rivara. Não fica indo e voltando toda hora.
Douglas não respondeu.
...
Em outro lugar, Lilian estava analisando um processo quando recebeu uma ligação de Yago.
— O seu irmão se meteu em confusão.
A mão de Lilian não parava de virar as páginas:
— Que confusão?
— Ele apanhou e está no hospital.
O instinto profissional falou mais alto, e Lilian perguntou, quase automaticamente:
— Alguém chamou a polícia?
— Sim. A polícia disse que ele devia dinheiro, foi cobrar e acabou reagindo. Então classificaram como uma briga entre as partes envolvidas.
Lilian largou a caneta:
— Então por que você está me ligando?
Yago engasgou do outro lado da linha.
— A dívida é dele, não é minha. — A voz de Lilian saiu firme e estável, sem qualquer oscilação. — Da próxima vez, não me procura por causa dos problemas dele.
— Lilian!
— Se o senhor acha que eu sou fria, o senhor pode ir ao fórum e me processar. A gente vê se pagar dívida de jogo do meu irmão é obrigação legal minha.
Assim que terminou a frase, Lilian encerrou a chamada.
O silêncio tomou conta da sala. Ela ficou olhando para o processo por alguns segundos, mas, de repente, as palavras já não faziam mais sentido algum.
O celular tocou de novo.
Era Cauã.
— Sobre o seu irmão, eu já mandei investigar. — Cauã falou, direto. — O cara que bateu nele foi alguém contratado pelo agiota. Não foi nada grave, só escoriação.
— Por que você mandou investigar isso? — Lilian perguntou.
— Porque eu tenho medo de você ficar mexida. — A voz de Cauã saiu organizada, clara. — Se a situação estivesse séria, eu ia dar um jeito de resolver antes.
— Eu não vou me comover. — Lilian respondeu.
Ela realmente não iria. Mesmo assim, o fato de a família ligar, um dia sim, outro não, por causa de encrenca do irmão, acabava afetando o humor dela de qualquer forma.
— Então está bem. — Do outro lado da linha, o silêncio durou alguns segundos. Depois, Cauã perguntou. — Você está livre hoje à noite? Disseram que havia aberto um restaurante mexicano novo, bem bom.
— Eu não estou livre.
— Cauã, você pode parar com isso?
— Com o quê?
Lilian abaixou ligeiramente os olhos, fugindo do olhar direto dele:
— Parar de ser tão bom comigo.
Cauã também colocou os talheres sobre a mesa.
— Por quê?
— Porque eu não tenho como pagar o que eu fico devendo para você.
— Quem falou que eu pedi para você pagar alguma coisa?
Cauã não queria nada de volta. Ele só a queria.
Lilian não sabia se era a pimenta ou outra coisa, mas os olhos dela ficaram levemente marejados. Ela entendia perfeitamente o que Cauã sentia, só que não tinha como dar qualquer resposta. Eles simplesmente não pertenciam ao mesmo mundo.
Cauã empurrou o copo de suco na direção dela:
— Bebe um pouco. Ajuda com a pimenta.
Lilian abaixou a cabeça e tomou um gole de suco.
Depois do jantar, Cauã e Lilian voltaram juntos para o Condomínio Bela Vista, subiram no mesmo elevador e, em seguida, cada um seguiu para o próprio apartamento.
Antes de entrar em casa, Lilian se virou e acabou encontrando o olhar de Cauã de frente. O coração dela deu um pequeno salto. Ela fingiu calma:
— Pelo jantar de hoje, obrigada.
Cauã ergueu uma sobrancelha.
— É só isso?
— O que mais você quer? — O mau humor que a família tinha provocado nela já tinha se dissipado há algum tempo. Os lábios vermelhos de Lilian se curvaram, e o rosto bonito pareceu ainda mais vivo. — Por causa de um jantar, eu não vou me entregar em casamento como pagamento, né?
— Lilian. — De repente, Cauã chamou o nome dela em um tom sério, totalmente diferente de antes. Em seguida, ele soltou, sem qualquer ligação com o assunto. — A minha família concordou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....