No Solar do Lago.
Luiza estava encolhida na espreguiçadeira do quintal dos fundos, enquanto Odin permanecia deitado aos pés dela, balançando o rabo de vez em quando.
O sol de inverno ainda não tinha se posto. A brisa que passava trazia um pouco de frio, mas era daquele tipo que deixava o corpo inteiro relaxado.
— Por que você está de novo aqui fora, pegando vento?
A voz familiar veio de trás e, logo em seguida, uma manta fina de cashmere foi colocada sobre os ombros dela.
Luiza ergueu o rosto e encontrou o olhar marcante de Gustavo. Ela sorriu de leve:
— Por que você voltou tão cedo hoje?
Naquele dia, depois que ela encerrou o atendimento no consultório, ela se sentiu um pouco cansada e decidiu não passar no instituto de pesquisa. Ela preferiu voltar direto para casa.
Ela sabia melhor do que ninguém que, naquele momento, o mais importante eram o corpo dela e o bebê.
— Eu quis voltar mais cedo para ficar com você. — Gustavo se sentou ao lado dela, e a mão dele pousou naturalmente sobre a barriga já arredondada. — Como vocês dois estão hoje?
A frase tinha intenção dupla. O homem perguntava por ela e também pelo bebê.
Luiza não conteve o riso e aproveitou para segurar a mão dele.
— O bebê está bem comportado! Ah, é… Amanhã eu preciso voltar a ir para a Residências Brisa Serena para continuar o tratamento da Íris.
Naquele período, por causa do estado de saúde de Luiza e pelo fato de Íris precisar focar na fisioterapia, as sessões de acupuntura praticamente tinham ficado em pausa.
Agora que Luiza já tinha se recuperado bem e que a reabilitação de Íris vinha tendo ótimos resultados, bastaria insistir no tratamento por mais um tempo para que ela ficasse praticamente igual a qualquer pessoa saudável.
— Tudo bem. É melhor deixar o Jacarias ir buscar e levar você. — Gustavo aproximou Luiza um pouco mais do peito dele, num gesto leve.
...
Na manhã seguinte, depois do café, Luiza trocou de roupa e seguiu para a Residências Brisa Serena.
Quando o carro entrou no condomínio, ela viu de imediato Nina sentada ao lado da janela de vidro que ia do chão ao teto.
Nina usava uma blusa de cashmere bege. O cabelo comprido estava preso de maneira displicente na nuca. Ela mantinha a cabeça baixa, concentrada em alguns documentos. O traço do perfil era especialmente frio e impecável. Mesmo sendo mulher como ela, Luiza acabou não resistindo e lançou mais alguns olhares para Nina.
— Nina. — Luiza entregou o casaco e a maleta com o material de tratamento para uma funcionária e caminhou rápido até ela, com a voz marcada por um sorriso alegre. — Por que você está em casa hoje?
Nina virou o rosto quando escutou a voz dela. A frieza do olhar cedeu no mesmo instante, amolecendo os traços.
— Eu acabei de sair de uma reunião. Vim para casa almoçar com a minha mãe. Você não foi para o consultório?
— Eu não marquei consulta de manhã. Então eu vim primeiro aplicar a acupuntura na Íris. — Luiza se sentou de frente para ela, hesitou por um instante e, no fim, perguntou mesmo assim. — Nina, você… Está bem?
— Luiza, como está o seu apetite esses dias? Você está sentindo algum incômodo?
— O meu corpo e o meu apetite estão ótimos. — Luiza deu uma mordida generosa na coxa de frango e respondeu sorrindo. — O bebê é bem obediente, quase não me incomoda.
— Ainda bem, ainda bem.
Íris soltou o ar, aliviada. Mas, como mãe de Luiza, ela não conseguia deixar de se preocupar. Rapidamente, ela colocou mais alguns legumes e acompanhamentos no prato da filha.
— Coma bastante. Agora você precisa acumular energia.
Nina olhou para a pilha de comida que já se formava na frente de Luiza e quase riu.
— Mamãe, deixe a Luiza comer no tempo dela. Se a senhora continuar servindo assim, ela vai acabar passando mal.
— Passando mal ainda é melhor do que sair com fome. — Íris lançou um olhar de leve reprovação para Nina. De repente, algo pareceu lhe ocorrer, e o tom dela ganhou uma ponta de melancolia. — Quando eu engravidei da Jennifer, eu não conseguia comer nada. A sua avó ficava desesperada…
Enquanto falava, Íris pareceu se dar conta de alguma coisa e parou no meio da frase.
Luiza não percebeu nada estranho e, seguindo o fluxo da conversa, perguntou com interesse:
— Ah, é mesmo, vocês ainda não têm nenhuma notícia da Jennifer?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....