Com as palavras da enfermeira, o quarto inteiro ficou tão silencioso que se podia ouvir um alfinete cair.
O rosto de Soren escureceu de imediato, e o olhar dele se voltou afiado para a enfermeira:
— Transferir para qual hospital? Quem mandou fazer isso?
— Sr. Soren, nós só recebemos a ordem para providenciar a transferência da Cláudia. — A enfermeira manteve a calma. — Para qual hospital ela vai, isso cabe ao senhor decidir. Por enquanto, nós só podemos auxiliar nos procedimentos de transferência da Cláudia.
Nas entrelinhas, ficava claro que aquilo não era um pedido, mas uma decisão já tomada.
Cláudia estava completamente perdida. Olhou para Soren sem saber o que fazer:
— Soren, será que a Nina está muito brava comigo? Foi por isso que... Ela realmente não quer nem me ver aqui?
Soren lançou um olhar de lado para ela. Aqueles olhos que sempre o encaravam cheios de dependência, naquele instante, só fizeram uma dor latejante surgir em suas têmporas.
Pelo que conhecia de Nina, ela jamais se rebaixaria a esse tipo de joguinho.
Ele não respondeu. Apenas se virou, caminhou até a janela e ligou para o assistente:
— O hospital está exigindo a transferência da Cláudia. Quero que descubra quem está pressionando nos bastidores.
— Sim, senhor.
O assistente concordou sem hesitar.
Soren esperou apenas alguns minutos até o celular vibrar com a resposta.
[Sr. Soren, foi o seu pai quem entrou em contato diretamente com o diretor do hospital.]
As sobrancelhas de Soren se franziram levemente, e ele respondeu: [Entendi.]
Ele conhecia muito bem o temperamento do pai. À primeira vista, Asher parecia um homem fácil de lidar, mas, no fundo, era extremamente autoritário.
Quando Soren abandonou toda a família Frota na Residencial Brisa Serena para correr até o hospital e acompanhar Cláudia, era óbvio que tinha irritado o pai.
Asher não lhe enviou uma única mensagem durante todo aquele tempo, mas usou aquele método direto e implacável para deixar o aviso claro: se Soren ousasse repetir aquilo, da próxima vez, não seria tão simples quanto apenas transferir Cláudia de hospital.
Soren pressionou a região entre as sobrancelhas e então se virou para a enfermeira:
— Providencie a alta dela.
Naquele momento delicado, nenhum hospital da Cidade A se atreveria a receber Cláudia.
— Soren! — Os olhos de Cláudia se arregalaram em descrença. — Você não vai mais cuidar de mim? A minha irmã naquela época foi justamente por causa...
— Cláudia, daqui a pouco alguém vem ajudar você com os trâmites da alta. — Soren a interrompeu, com a voz baixa e indecifrável. — Depois da alta, também haverá uma equipe médica responsável pelos seus cuidados.
Quanto ao restante do que ela queria dizer, ele agiu como se não tivesse ouvido. Assim que terminou de falar, virou as costas e saiu.
Cláudia entrou em pânico:
— Soren...
— Ainda tenho coisas para resolver.
Ao perceber que todos ali tratavam Douglas com simpatia, naturalmente não tinha motivo para recusar.
Depois que Asher foi embora, o clima à mesa ficou ainda mais descontraído.
Ao fim do jantar, Douglas soube a hora certa de sair. Levantou-se, despediu-se educadamente e não prolongou sua permanência de forma inconveniente.
Íris ainda tentou insistir para que ele ficasse, mas, como não conseguiu convencê-lo, pediu apenas que Nina o acompanhasse até a saída.
Nina o acompanhou até o portão do jardim:
— Quando você era pequeno, vivia querendo dormir aqui em casa. Então por que agora faz tanta questão de ficar em hotel?
Na infância, sempre que visitava a família Frota com os mais velhos da família, Douglas dava um jeito de passar uma ou duas noites ali, principalmente porque ele e Cauã se davam muito bem.
Douglas observou a mulher à sua frente. O semblante dela parecia um pouco cansado, e o olhar dele foi ficando cada vez mais suave:
— É porque agora eu cresci, né?
Ele tinha medo de não conseguir esconder direito aquele sentimento por Nina, um sentimento que ainda não podia vir à luz.
— Nina.
Uma voz soou vinda de outra direção.
Douglas virou o rosto e, por um breve instante, o canto de seus lábios se curvou em um sorriso frio e provocador, que desapareceu no segundo seguinte:
— O que você está fazendo aqui?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....