Gustavo encarou os olhos dela e simplesmente não conseguiu dizer não.
Depois de um instante, ele levantou a mão, apertou de leve a bochecha dela e, por fim, cedeu:
— Tá bom. A gente passa no escritório primeiro.
— Oba!
Luiza não se surpreendeu com a resposta.
Naqueles dias, ele praticamente atendia a qualquer pedido que ela fizesse, com medo de que uma irritação boba acabasse afetando o bebê no ventre dela.
Ela agarrou o braço de Gustavo, os dois seguiram juntos em direção ao elevador, e ela comentou, num tom leve:
— Na verdade, depois desses dias de repouso, o bebê já tá bem estável. Se um dia eu pedir alguma coisa que você não queira, você pode recusar, sabia? Eu não sou tão sem noção assim.
Gustavo lançou um olhar de lado pra ela:
— Você acha que eu só te faço todas as vontades por causa do bebê?
— Hã? — Luiza piscou, sem reação. — Então é por quê?
Gustavo ergueu a mão e deu um peteleco de leve na cabeça dela, fingindo-se aborrecido:
— Pensa um pouco.
— Tá…
Luiza apenas respondeu por responder. Logo em seguida, no entanto, ela entendeu.
Era por causa dela.
Desde o início, o que ele mais temia, acima de qualquer coisa, era que uma gravidez instável terminasse em aborto e acabasse destruindo o corpo dela.
Quando ela pensou nisso, ela se comoveu. Mas, junto com a emoção, surgiu um pensamento, baixinho, lá no fundo:
— Então você…
— Eu também tô esperando muito pelo nosso filho. — Gustavo se adiantou, como se tivesse lido o que passava na cabeça dela, e cortou a pergunta pela metade. Ele falou devagar, palavra por palavra. — Só que nada, absolutamente nada, é mais importante que a sua saúde.
Luiza não conteve o riso, assumindo sem rodeios:
— Como você sabia que eu ia perguntar isso?
Gustavo ergueu de leve o canto dos olhos, cheio de si:
— Porque ninguém te conhece melhor do que eu.
E talvez, de fato, fosse verdade.
Atrás dela, a voz firme e baixa de Gustavo preencheu o silêncio:
— Essa foi no dia em que você se matriculou no colégio.
Ele tinha gostado dela antes mesmo de ela notar qualquer coisa.
Luiza ficou um segundo paralisada. Parecia que alguém tinha enchido o peito dela com alguma coisa quente, que subia do coração direto pros olhos.
Ela escancarou os olhos, tentando segurar as lágrimas de volta:
— Eu quero ir brincar na neve!
Gustavo percebeu o choro preso na garganta, mas fingiu que não:
— Não vai ver o resto?
— Deixo pra próxima. — Luiza fungou e levantou o rosto pra ele. — Depois, eu posso entrar aqui quando eu quiser?
Gustavo afagou a parte de trás da cabeça dela:
— Essa é a sua casa.
E casa, por definição, era o lugar onde ela podia ir e vir como bem entendesse.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....