A luz do corredor estava clara, branca, sem sombras. O cabelo da garota, liso como seda, caía solto pelos ombros, deixando a pele ainda mais luminosa. O leve rubor nas bochechas dela chamava tanta atenção que quase doía de olhar.
A respiração de Gustavo ficou pesada, e o olhar dele escureceu com um desejo nítido. Mas ele não queria assustá-la logo na primeira noite. Ele apenas respondeu, em voz baixa:
— Deve ter sido coincidência.
— Ah.
Luiza também sabia que só podia ser isso. Ele não lia a sorte, não tinha como adivinhar qual conjunto de pijama ela iria escolher.
No andar de baixo, Manuela e os empregados já tinham se recolhido, e Leonardo e os outros tinham descido para a sala de jogos no subsolo.
Por isso, a casa inteira parecia mergulhada num silêncio diferente.
Um silêncio tão intenso que, naquele momento, Luiza se sentiu estranhamente nervosa ao ser encarada por ele. Ela apertou a maçaneta da porta:
— En-então… Eu vou voltar pro quarto e dormir.
— Vai lá.
Ele só respondeu isso, calmo, sem dar nenhum indício de que tivesse outra intenção.
Luiza sentiu aquilo como um alívio imediato. Ela girou a maçaneta e praticamente se escondeu dentro do quarto.
Gustavo observou a maneira tensa como ela reagiu, e, quando ele encarou a porta fechada com todo cuidado, o traço duro do rosto dele cedeu um pouco.
Antes, ela nunca tinha tido tanto medo assim dele.
Antes, em noites de tempestade, ela atravessava o corredor abraçada ao ursinho de pelúcia e invadia o quarto dele no meio da madrugada.
Talvez tenha sido força do pensamento, ou simples coincidência, mas, enquanto isso passava pela cabeça dele, Luiza dormia profundamente… Até que um trovão rasgou o céu e a acordou num sobressalto, como se alguma coisa tivesse explodido bem em cima da casa.
Lá fora, caía uma chuva de outono incomum, intensa, grossa, batendo forte nos vidros. Os trovões ecoavam sem parar, e, de vez em quando, relâmpagos atravessavam as frestas da cortina.
Luiza levou a mão ao peito, sentindo o coração disparado, e esticou a outra mão para fora do edredom, tateando até encontrar o interruptor.
A luz amarela, suave, inundou o quarto.
Ela olhou em volta, reconhecendo, um a um, os objetos que tinham feito parte da infância dela. A tensão foi se desfazendo, centímetro a centímetro.
Depois de tantos anos, aos vinte e cinco, ela ainda tinha medo de trovão.
As lembranças de quando ela era pequena invadiram a mente sem pedir licença. Ela se pegou pensando em qual andar, em qual porta exata, ficava o quarto de Gustavo agora. E se ela ainda poderia, como antes, bater lá e pedir abrigo.
Mas ela tinha muito mais orgulho do que antes. Agora, ela jamais faria isso.
Ela se recostou na cabeceira por alguns minutos e, em seguida, jogou o edredom de lado e desceu da cama.
Ela estava com sede. Ela resolveu tomar um copo d’água e depois voltar para continuar dormindo.
— Você… Pensou bem no que tá me pedindo?
Luiza ainda estava meio lenta de sono. Ela não entendeu onde ele queria chegar:
— O que que eu tenho que pensar tanto assim?
Ele era o pai do bebê que ela carregava. Dormirem juntos, para ela, não tinha nada de absurdo.
— É. — Gustavo a envolveu de repente, puxando o corpo dela para o peito dele, e a voz saiu rouca. — Lola, você tem razão. Não tem nada pra pensar demais.
Ele e ela sempre tinham sido feitos para ficar juntos: morar juntos, comer juntos, dormir juntos.
Gustavo nunca tinha imaginado que coisas tão simples, tão do dia a dia, pudessem encher tanto o peito dele de felicidade.
Tanto, que parecia que aquilo tudo ia transbordar.
Enquanto ela respirava o cheiro conhecido que vinha do corpo dele, Luiza sentiu que, mesmo com o barulho dos trovões estourando do lado de fora, o medo tinha simplesmente desaparecido.
O abraço dele continuava sendo o lugar mais seguro do mundo.
— Hm…
Sentada na beirada da cama, Luiza terminou o leite. No instante em que a mão grande ao lado dela pegou o copo vazio, a boca dele também desceu, encontrando a dela num beijo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....