Ethan não queria ser visto entrando e saindo ao lado de Gabriela. Ontem ele tinha vindo à casa da família Frota para dar os parabéns antecipados ao aniversariante e, hoje, ele tinha arrumado uma desculpa qualquer para não aparecer.
A presença de Rebeca como representante da família Soares já era mais do que suficiente.
Quando Rebeca viu os policiais caminhando na direção delas, ela também foi atrás.
Ela parou a poucos passos de distância, ouviu o que o policial disse e, na mesma hora, a expressão dela ficou péssima.
Gabriela, aquela imbecil, tinha aprontado alguma idiotice de novo. Ela não tinha se contentado em passar vergonha em Cidade A; agora ela estava jogando o nome deles na lama em Cidade B, na casa da família Frota.
O rosto de Gabriela também perdeu a cor. Ela, instintivamente, começou a procurar a figura de Amanda no meio dos convidados.
Amanda tinha prometido que ia ajudar. No entanto, os policiais já tinham chegado até ali e Amanda não tinha dado as caras, nem mandado um aviso, nada. Gabriela não fazia ideia de que tipo de “ajuda” ela tinha em mente.
No jardim dos fundos, Íris também ouviu o tumulto. Um empregado empurrou a cadeira de rodas dela até mais perto. Ela olhou para Nina:
— O que aconteceu?
— O motorista do acidente da Luiza abriu a boca. — Nina respondeu.
Ela mesma tinha recebido aquela notícia nova meia hora antes.
A polícia já tinha descoberto que Gabriela, naquele exato momento, estava na casa da família Frota. Com receio de estragar a festa de aniversário do Sr. Callum, eles tinham ligado para Nina perguntando se deviam esperar a celebração terminar.
Nina não titubeou: mandou que eles viessem na hora.
Ao ouvir aquilo, Luiza finalmente entendeu que a tal “tentativa de homicídio” de que os policiais tinham falado se referia ao acidente de carro dela.
Ela olhou para Gabriela e deixou escapar um sorriso gelado:
— Me vendo aqui, inteira, em pé, você deve ter ficado bem frustrada, né?
Não era à toa que, quando Gabriela tinha dado de cara com ela mais cedo, tinha ficado tão chocada. No fundo, ela devia acreditar que Luiza ainda estava entre a vida e a morte num leito de hospital.
As mãos de Gabriela, já cerradas, começaram a tremer, mas ela sabia muito bem o quanto a família Frota protegia Luiza. Ela também sabia que Rebeca já tinha comprado briga com a família Marques por causa dela, e que ela não teria como arrumar encrenca com a família Frota também.
— Eu… — Ela ficou sem palavras e, no desespero, só conseguiu negar para os policiais. — Que tentativa de homicídio? Eu não sei do que vocês estão falando…
O policial à frente respondeu:
— Gabriela, nós só viemos falar com você porque já temos algumas provas em mãos. Se você não sabe de nada, melhor ainda. Indo com a gente até a delegacia, colaborando com a investigação, tudo fica esclarecido.
Sem saída, Gabriela, em pânico, só conseguiu buscar socorro com o olhar em direção a Rebeca:
— Rebeca, eu… Eu juro que não tenho nada a ver com isso!
— Os policiais já foram bem claros. — Rebeca sabia que, sem o aval da família Frota, a polícia jamais teria aparecido ali, naquele momento, para estragar a festa. Ela decidiu se posicionar na hora. — Você faz o que eles estão pedindo, colabora com a investigação. Se tiver mesmo nada a ver, ninguém vai te acusar à toa.
Antes que ela terminasse, Luiza cortou, com frieza:
— O que tinha que ser dito, a polícia e a Dona Íris já falaram.
Entre ela e Gabriela só existia ressentimento; não existia afeto nenhum.
Vendo que a situação já estava decidida, o policial olhou para Gabriela:
— Gabriela, por favor.
As pernas dela fraquejaram na mesma hora.
Ela se amaldiçoou por ter perdido a cabeça. Ela tinha achado que, por não estar em Cidade A, poderia atacar Luiza sem deixar rastros. E tinha esquecido completamente da família Frota.
Ela nunca teria imaginado que, naquele dia, Ethan apareceria na cena do acidente, impedindo qualquer chance real de fuga para o motorista contratado.
Se não fosse por isso, a coisa provavelmente não teria ido tão longe.
Mas ela sabia que, depois de ir com a polícia hoje, mesmo que ela não fosse presa, o preço que ela pagaria já seria alto demais.
Com um registro criminal nas costas, a vida dela, dali para a frente, ficaria cercada de portas fechadas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....