Íris ficou entre emocionada e divertida:
— Nina, desde quando é a visita que acompanha a dona da casa até a porta?
— Não tem problema, Dona Íris, a senhora fica quietinha aí. — Luiza sorriu, sem se importar nem um pouco. — Daqui a pouco eu subo de novo pra tirar as agulhas.
O carro preto já estava parado no jardim, pronto para sair, e os empregados já tinham colocado a bagagem no porta-malas.
Quando Luiza acompanhou Nina até a porta, ela sentiu, sem entender muito bem por quê, a mesma sensação de estar se despedindo de alguém da própria família para uma viagem longa:
— Então… Quando é que você volta de novo?
— Voltar? — Nina pensou por um instante. — Esse ano, dificilmente. Mas você tá mais do que convidada pra ir pra Cidade B quando quiser.
Por causa da posição que ela ocupava, cada deslocamento de Nina precisava passar por aprovação “de cima”. Aquele período mais longo de férias tinha sido, na verdade, fruto de muita negociação da parte dela.
Um traço de decepção passou pelo olhar de Luiza, mas, ao ouvir a segunda parte da frase, ela tornou a sorrir:
— Combinado. Quando eu terminar essa fase corrida aqui, eu dou um jeito e vou pra Cidade B te ver.
Nina já estava sentada no banco de trás. Pelo retrovisor interno, ela continuou olhando a figura magra de Luiza parada no jardim. À medida que o carro se afastava, uma lembrança que o tempo já tinha deixado quase apagada voltou inteira.
Naquele tempo, Nina estava de férias de inverno e tinha ido passear na Cidade J. Jennifer, com seus dois aninhos, corria o quintal inteiro agarrada na mão dela.
Depois, quando Nina precisou voltar pra Cidade B pra estudar, Jennifer chorou até perder o fôlego. A menininha correu atrás do carro soluçando, chamando “mana, mana”, num português ainda embolado.
Os pais pegaram Jennifer no colo, mas o choro rasgado dela atravessou todo o quintal. Mesmo quando o carro já tinha ganhado distância, Nina ainda ouvia o eco dos gritos da irmãzinha.
Luiza só se virou para entrar na mansão quando o carro sumiu completamente da vista. Ela subiu as escadas com a estranha sensação de ter ficado oca por dentro.
Ela não sabia explicar. Ela já tinha lidado com dezenas de famílias de pacientes, tinha visto muita gente ir e vir, mas nunca tinha sentido aquilo. Talvez fosse porque Nina realmente era uma pessoa rara.
Quando Luiza voltou para o quarto, ela ouviu Íris comentar, divertida:
— Na verdade, a Nina devia ter ido embora hoje de manhã. Ela precisava voltar pra Cidade B e, de lá, seguir viagem pra uma reunião confidencial. Saindo a essa hora, quando ela chegar em Cidade B vai ter que emendar direto com a estrada se ela quiser chegar a tempo.
Ethan tinha passado a tarde inteira sem conseguir se concentrar em nada. Agora, diante de Luiza, todas as frases que ele tinha ensaiado mentalmente simplesmente sumiram. Ele não sabia nem por onde começar.
Foi Luiza quem se aproximou primeiro:
— O Raul disse que você foi me procurar?
— Fui. — Ethan encheu os pulmões de ar, tentando domar o turbilhão dentro dele, e só então arriscou perguntar, num tom controlado. — Luiza, você por acaso…
Ela franziu levemente a testa, vendo que ele empacava no meio da frase:
— O quê?
— Você por acaso tá grávida?
No instante em que ele fez a pergunta, o olhar de Ethan ficou cravado no rosto dela, atento a cada mínima reação, sem perder um único traço da expressão de Luiza.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....