A empregada ficou parada, atônita. Mesmo depois de sair do quarto, ela ainda parecia perplexa.
Desde que a filha mais nova de Íris havia desaparecido anos atrás, Íris evitava qualquer contato com a luz do dia. Mas hoje, ela havia pedido, por vontade própria, para tomar sol.
Durval e Edson esperavam no corredor. Quando perceberam a expressão da empregada, não puderam evitar perguntar:
— O que aconteceu?
— A Sra. Íris está tomando sol... — Respondeu a empregada, ainda surpresa. — Eu ia fechar as cortinas, mas ela não deixou.
Durval e Edson ficaram igualmente desconcertados com a resposta.
No instante seguinte, até mesmo Durval, geralmente contido, deixou transparecer um sorriso de satisfação.
Íris nunca havia cooperado tanto com um médico antes. Parecia que ouvir o conselho do Dr. Miguel no dia anterior havia sido uma decisão acertada.
Cerca de meia hora depois, a porta do quarto foi aberta por dentro.
Pai e filho se apressaram em se aproximar. Luiza, que já havia lidado com muitos pacientes e entendia bem a ansiedade deles, falou com delicadeza:
— Sr. Durval, pode entrar para vê-la. Edson, você tem papel e caneta? Preciso anotar algumas orientações de alimentação para a Sra. Íris.
— Tenho, claro. Por aqui. — Edson imediatamente a conduziu até o escritório no andar térreo. — Obrigado por todo o esforço.
Luiza se sentou à mesa, pegou papel e caneta, e começou a escrever com cuidado. Ela ponderava sobre o estado geral de Íris enquanto elaborava as recomendações alimentares.
A saúde de Íris não se limitava ao problema nas pernas. Seu corpo inteiro estava enfraquecido. Para que ela voltasse a andar, seria necessário um trabalho conjunto entre o tratamento médico e uma nutrição adequada.
Enquanto Luiza escrevia, sons de discussão vindos de fora começaram a se tornar audíveis.
Logo, uma empregada apareceu à porta do escritório e bateu levemente.
— Senhor, tem alguém fazendo confusão lá fora. Estão insistindo para entrar.
Edson, que sempre mantinha a calma, ergueu as sobrancelhas, surpreso com o que ouviu.
— Alguém tentando invadir?
Era a primeira vez que Edson presenciava alguém tentando entrar à força na propriedade da família Frota.
— Dona Joana veio pessoalmente. Ela está no carro, esperando por você.
— Então... — Luiza manteve a expressão inalterada. Apesar de seus traços suaves e aparentemente obedientes, havia algo de desafiador em seu sorriso inesperado. — Deixe que ela espere.
George franziu o cenho, incrédulo.
— O que você disse?
— Eu disse. — Luiza repetiu, com a mesma calma. — Deixe que ela espere.
Sem dar chance para mais discussão, Luiza se virou e começou a caminhar de volta para dentro da casa.
— Segurem ela! — George ordenou aos seguranças com uma voz autoritária. Ele, por sua vez, se apressou até o carro. Quando a janela foi abaixada, ele se inclinou respeitosamente e informou. — Dona Joana, ela não quer vir conosco.
— Não quer? — Dona Joana soltou uma risada gélida. — Desde quando a vontade dela importa? Tragam-na à força.
— Talvez seja melhor descobrirmos por que ela está aqui primeiro — sugeriu George, hesitante, apesar de estar tão irritado quanto Dona Joana com a atitude de Luiza. — Afinal, esta é a Brisa Serena. Se causarmos problemas, podemos acabar incomodando as pessoas erradas...
— Você ficou louco? — Dona Joana lançou um olhar de desprezo para ele, como se estivesse lidando com um completo idiota. Ela rangeu os dentes e declarou. — Esta é Cidade A. Além do Gustavo, quem mais ousaria se opor a nós?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....