Durval massageou as têmporas lentamente, sentindo o peso da conversa e o turbilhão de emoções que tomava conta da sala.
Edson se aproximou da mãe com passos lentos, agachando-se diante dela com cuidado. Ele segurou sua mão com delicadeza e disse em um tom baixo e tranquilizador:
— Mãe, eu já liguei para algumas pessoas e perguntei sobre a Luiza. Disseram que ela foi criada pela família Marques desde pequena. Ela não deve ser a Jennifer... Mas, se a senhora gostar dela, posso pedir para ela vir visitá-la mais vezes, quando estiver disponível. O que acha?
Íris, que soluçava incontrolavelmente, começou a se acalmar aos poucos. Ela ergueu o olhar, como se buscasse uma confirmação.
— É verdade?
Edson assentiu com um leve sorriso.
— Claro que é verdade.
…
Quando a celebração estava quase terminando, Luiza e os outros finalmente se prepararam para sair.
Raul, percebendo que a noite já estava avançada, sugeriu com tranquilidade:
— Lilian bebeu um pouco e está no carro te esperando. Por que vocês duas não vão para casa? Eu levo o Dr. Miguel.
Luiza concordou com a cabeça.
— Tudo bem.
No elevador, Luiza se separou deles para buscar seu carro, que estava estacionado no estacionamento ao ar livre do hotel, enquanto Raul descia para a garagem subterrânea.
Ao se aproximar de seu carro, Luiza estendeu a mão para abrir a porta, mas então avistou, à distância, uma figura masculina alta e familiar caminhando em sua direção. Era o mesmo homem que, mais cedo, a segurara no corredor do hotel.
Ele vinha com passos firmes, a gravata frouxa e os dois primeiros botões da camisa desabotoados, o que lhe dava um ar ao mesmo tempo despreocupado e irresistivelmente elegante. A lembrança das palavras que ele havia dito no corredor invadiu a mente de Luiza sem aviso. Ela engoliu seco, querendo entrar no carro e sair dali o mais rápido possível.
No entanto, quando ela colocou o cinto de segurança, ouviu o som de batidas leves contra o vidro da janela do passageiro.
Luiza tentou ignorar. Fingir que não havia ouvido nada parecia a melhor opção. Mas Lilian, que estava dormindo profundamente ao lado dela, abriu os olhos de repente, ainda um pouco desorientada. Quando viu quem estava do lado de fora, ela despertou de vez, como se tivesse levado um choque.
Gustavo arqueou uma sobrancelha ao vê-la.
— Lilian também está aqui?
Lilian, ainda confusa, balbuciou:
— A situação dela é complicada, sim, porque é uma lesão antiga. Há muita atrofia muscular. Para tratar, vai ser preciso bastante paciência...
Gustavo a observava com atenção, seus olhos fixos nela, enquanto sua voz, normalmente tão calma, carregava um peso inesperado:
— Eu já perdi minha paciência.
— O quê? — Luiza ergueu o olhar, confusa, mas antes que pudesse reagir, os lábios dele capturaram os dela. A surpresa a fez recuar ligeiramente, mas não havia para onde ir. Num instante, ele a ergueu nos braços e a deitou no sofá, sem dar chance para qualquer resistência.
O leve aroma de álcool misturado com um toque cítrico de capim-limão preenchia o ar entre eles, enquanto os lábios dele exploravam os dela. A sala de estar, iluminada apenas pela pequena lâmpada do hall de entrada, parecia mergulhada em uma penumbra íntima. A luz fraca mal deixava Luiza enxergar os detalhes do rosto de Gustavo, mas seus olhos profundos estavam fixos nela.
O som de carros passando lá fora competia com o barulho dos beijos, que parecia ecoar em sua mente, acelerando seu coração de forma incontrolável.
Gustavo a beijava com uma habilidade que parecia ter se aprimorado com o tempo. A cada momento, Luiza se sentia mais entregue, mais vulnerável. Quando ele puxou o zíper de sua saia e deixou que uma mão quente e firme deslizasse por sua pele, um arrepio percorreu todo o seu corpo.
— Ah... — Um som suave escapou de seus lábios, involuntário, mas suficientemente alto para deixá-la envergonhada.
Gustavo, no entanto, não parecia satisfeito. Ele afastou os lábios apenas o suficiente para olhá-la nos olhos. Seu olhar intenso, carregado de desejo, encontrou o dela na penumbra. Sua voz, rouca e provocativa, soou como uma carícia:
— Lola, você gosta disso?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....