— Quem disse que foi por impulso?
Luiza ficou paralisada por um momento.
Ela sempre foi inteligente, e Gustavo não precisava explicitar o que estava insinuando para que ela entendesse. Bastava que ela cedesse, que ela demonstrasse um pouco de submissão, e ele a protegeria de novo. Por um breve período, ela poderia voltar a ser a “irmãzinha” que ele segurava na palma da mão, como nos nove anos de antes.
Mas até quando isso duraria? Quando seria a próxima vez que ele a descartaria? Se ela aceitasse agora, provavelmente passaria as noites seguintes sem conseguir dormir tranquila.
Luiza apertou os lábios com suavidade, deu um leve passo para trás e afastou-se dele.
— Sr. Gustavo, o senhor só pode estar brincando.
Talvez ela fosse a primeira pessoa em toda Cidade A a recusar Gustavo Marques tão descaradamente, mais de uma vez.
O silêncio que caiu sobre o escritório foi sufocante. Até as respirações pareciam audíveis, enquanto a tensão no ar fazia o ambiente parecer ainda menor.
Gustavo sabia que ela sempre fora teimosa, mas não imaginava que poderia ser teimosa a esse ponto.
No passado, quando ela ficava brava, fazia exatamente isso. Ele estendia a mão para ajudá-la, mas ela recusava. Era ele quem precisava ceder, abaixar a cabeça e pedir desculpas.
Ele era o herdeiro da família Marques. Nunca havia pedido desculpas a ninguém. Mas, se não pedisse, ela chorava. Chorava sem parar, até fazer sua cabeça latejar.
Agora, ela não chorava mais. Só restava a teimosia.
Luiza sentiu que ele estava considerando seriamente as opções de onde esconder seu corpo depois de assassiná-la. Mas Gustavo quebrou o silêncio com uma frase inesperada:
— Não ia agradecer? Só sabe falar sem agir?
Luiza ficou um pouco atordoada, piscou rapidamente antes de entender o que ele queria dizer.
— Talvez, quando o senhor tiver tempo… Eu te convido para jantar?
— Não precisa esperar. — Gustavo baixou os olhos para o relógio de pulso, que valia mais do que muitas casas, e lançou a ela um olhar magnânimo. — Eu tenho tempo agora.
Gustavo havia chegado a tal nível de poder que nem se dava ao trabalho de distinguir entre palavras de cortesia e sinceridade. Ele não era assim no passado.
Luiza estava prestes a dizer que não tinha tempo, mas Gustavo parecia antecipar sua desculpa.
— Luiza, você não está pensando em só falar da boca pra fora, sem realmente me convidar, está?
O desconforto subiu pela espinha de Luiza. Ela sentiu os dedos dos pés se curvarem dentro dos sapatos de tanta vergonha.
— Claro que não. Eu só… Ainda não decidi qual restaurante seria mais apropriado.
— Eu já decidi. — Gustavo pegou o paletó que estava pendurado na cadeira e o jogou casualmente sobre o braço. — Vamos.
Luiza sentiu as sobrancelhas se contraírem, mas aceitou o inevitável e o acompanhou escada abaixo.
— O dinheiro que você vai gastar tentando já está separado. Eu tenho o suficiente para isso.
Era típico de Gustavo. Sempre tão direto, tão confiante.
E fazia sentido. Se o projeto fosse bem-sucedido, o Grupo Marques se tornaria líder absoluto no mercado médico, tanto nacional quanto internacional. Só aquele medicamento garantiria a longevidade da empresa por gerações.
E, se falhasse, para ele, seria apenas uma pequena perda financeira. E dinheiro era o que ele tinha de sobra.
Luiza estava prestes a responder quando o celular começou a tocar.
Ela o tirou do bolso e, antes mesmo de atender, sentiu o ar dentro do carro ficar subitamente mais pesado.
— Alô? — Ela atendeu, com a voz fria.
Do outro lado, Ethan soava calmo, mas intrigado.
— Luiza, você não está em casa?
Ela ignorou a pergunta e devolveu outra.
— Por quê?
— A pessoa responsável pela entrega das pinturas me ligou. Disse que não conseguiu falar com você. — Ethan continuou, com paciência. — Como eu estava perto, passei na sua casa para receber. Estou aqui na porta. Quando você volta?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
Sinceramente, ta chato ter que pagar e não chega logo a parte que Luiza descobre os pais, e a verdade identidade de Osvaldo...
Cadê o resto, eu já estou sofrendo com essa enrolação toda, ainda por cima estão colocando cada vez mais barreiras... A única coisa que site faz com isso é perder leitores pra outros títulos, nós perdemos tempo e dinheiro, vocês perdem a fidelização dos leitores....
Gente de novo essa palhaçada de não postar os capítulos e isso pq é pago e não é barato😡😤🤬...
Cadê os outros capítulos?...
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....