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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1213

— Desde que ela foi com o Ricardo para aquele velório em Porto das Estrelas, parece que não voltou mais — completou Naiara.

Afonso e sua equipe estavam incomunicáveis. E Isabella também estava desaparecida. Seria apenas uma coincidência?

Os dois subiram juntos para o quarto do hospital. E, como esperado, Bernardo estava lá dentro com Henrique.

Henrique olhava para o irmão caçula como se quisesse atirá-lo pela janela. A decepção era palpável. Como ele podia ter um irmão tão estúpido?

Naiara e Cícero trocaram um olhar de cumplicidade; a situação era óbvia. Bernardo, com medo de que Naiara o denunciasse, tentou agir preventivamente.

Ao ver Naiara entrar, Bernardo fez uma expressão miserável para se justificar:

— Irmão, eu não queria prejudicar a família Xavier! Eu só achei que, se a situação ficasse um pouco mais grave, a Naiara precisaria de ajuda, e aí o Vitor poderia entrar para apoiá-la!

Henrique respirava fundo, buscando qualquer coisa ao redor que pudesse atirar na cabeça de Bernardo.

— O que exatamente você tem nessa sua cabeça inútil?! Você é um fracasso, e seu filho é outro fracasso! Ainda bem que o Afonso tem força para carregar o legado dos Xavier, porque se dependesse de você, nossa família estaria arruinada!

Bernardo, sem um pingo de vergonha, continuou:

— Eu sei que errei, irmão. Não fique bravo. Eu juro que nunca mais faço isso!

— Quantas vezes eu já ouvi isso de você?! — esbravejou Henrique. — Quer saber? Volte para Porto das Estrelas com o Vitor. Eu não comprei uma reserva florestal lá? Pois vocês dois vão ficar cuidando daquelas terras.

Bernardo entrou em pânico.

— Irmão! Me mandar cuidar de mato? Você só pode estar brincando! Eu não vou! Nem eu nem o Vitor sabemos fazer esse tipo de coisa!

Henrique não tinha mais paciência para discutir.

— De agora em diante, eu lavo minhas mãos em relação a vocês dois. Façam o que quiserem. Mesmo que morram na rua, eu não vou recolher os corpos. E assim que eu voltar a Porto das Estrelas, vou pedir ao patriarca para que os dois sejam banidos da árvore genealógica.

— Com você aqui, eu não me preocupo.

Antes de abrir o caderno, Henrique olhou para Cícero.

— Eu espero lá fora — adiantou-se Cícero.

— Não precisa, Cícero. Fique — ordenou Henrique.

Cícero parou e se aproximou novamente. Henrique abriu o caderno.

— Naiara, os nomes que estão aqui são de pessoas que têm dívidas de vida comigo. Em momentos críticos, eles podem ser muito úteis. Há informações detalhadas de cada um: o que fazem, onde estão e como contatá-los. Tudo está aqui. Eu raramente interajo com eles no dia a dia, pois temos um acordo silencioso de só nos procurarmos em casos de extrema necessidade. Agora, estou entregando O Códice Xavier a você. Como e quando usar essas pessoas... ficará a seu critério.

Naiara hesitou em pegar. Aquela era a última e mais valiosa carta na manga de Henrique. Aceitar aquele caderno significava, de forma definitiva, assumir as rédeas e o império da família Xavier. Será que ela daria conta?

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