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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1212

A empregada subiu as escadas correndo.

— Sra. Xavier, aqueles dois homens... voltaram!

Naiara não entendeu de imediato.

— Que homens?

— Aqueles dois de uniforme militar — explicou a empregada.

Naiara parou por um instante. Por que teriam voltado? Será que precisavam que ela resolvesse mais algum problema?

Cheia de dúvidas, ela desceu as escadas. O veículo militar estava realmente estacionado em frente à Mansão Xavier. Eles a haviam buscado antes e, de certa forma, salvo sua vida. Já podiam ser considerados seus benfeitores.

— Srta. Naiara, desculpe a intromissão novamente.

— Aquele problema da última vez não foi totalmente resolvido? — perguntou ela.

O homem sorriu.

— Não é isso. Desta vez, viemos apenas para convidá-la para uma visita.

Antes que Naiara pudesse responder, ele completou:

— Nosso Chefe do Estado-Maior deseja conhecê-la.

Naiara piscou, surpresa. Por que o Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sul iria querer vê-la?

— Nós relatamos como a senhorita resolveu nossa falha de rede. O Chefe do Estado-Maior disse que você é um talento raro, jovem e promissora, e por isso fez questão de convidá-la.

Se não estivesse com a mente tão sobrecarregada, ela até aceitaria o convite. Mas, no momento, não tinha a menor condição emocional para lidar com patentes militares.

Naiara olhou para o caderno em suas mãos.

— Sinto muito, mas não poderei acompanhá-los agora.

Os dois oficiais ficaram visivelmente surpresos. Ser recebido pelo Chefe do Estado-Maior era uma honraria gigantesca. Ele não era alguém que qualquer um pudesse simplesmente conhecer. E se ele ficasse satisfeito, poderia até oferecer uma grande recompensa. Como aquela jovem estava recusando?

— Srta. Naiara, é uma oportunidade única. Não quer mesmo reconsiderar?

Naiara retribuiu com um sorriso contido.

— E adivinha onde ele está agora? — instigou Naiara.

Cícero apontou para o andar de cima com a cabeça.

— Eu investiguei o motorista que supostamente cometeu suicídio por culpa. Na juventude, ele trabalhava para o Ricardo Âncora e até perdeu dois dedos por ele. Depois, por algum motivo desconhecido, eles se afastaram e o homem montou uma pequena frota de caminhões. Quando Ricardo comprou a Logística Vanguarda, os dois voltaram a ter contato. Tempos atrás, o Ricardo pagou uma dívida enorme desse motorista.

A história começava a fazer sentido. O motorista agiu por gratidão. Mas por que se suicidaria logo em seguida?

— Não acho que tenha sido um suicídio voluntário — deduziu Cícero. — Ricardo provavelmente o forçou a se matar para queimar o arquivo. O motivo exato que ele usou para obrigá-lo, nós nunca saberemos. Mas isso só prova uma coisa: Ricardo Âncora é muito mais implacável do que imaginávamos.

Naiara ficou em silêncio por um longo tempo.

— Mesmo sabendo que foi o Ricardo, sem provas concretas, não podemos incriminá-lo. Ele sempre pode jogar a culpa na Helena Âncora, dizendo que foi ela quem ordenou tudo. Nossas mãos estão atadas.

— Acho que ele não vai poder usar a Helena por muito mais tempo — ponderou Cícero.

— Por quê?

— Ela entrou em coma profundo. Talvez não passe desta noite. Mas tem algo estranho nisso tudo... a Helena está à beira da morte e a Isabella Âncora ainda não apareceu.

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