A empregada subiu as escadas correndo.
— Sra. Xavier, aqueles dois homens... voltaram!
Naiara não entendeu de imediato.
— Que homens?
— Aqueles dois de uniforme militar — explicou a empregada.
Naiara parou por um instante. Por que teriam voltado? Será que precisavam que ela resolvesse mais algum problema?
Cheia de dúvidas, ela desceu as escadas. O veículo militar estava realmente estacionado em frente à Mansão Xavier. Eles a haviam buscado antes e, de certa forma, salvo sua vida. Já podiam ser considerados seus benfeitores.
— Srta. Naiara, desculpe a intromissão novamente.
— Aquele problema da última vez não foi totalmente resolvido? — perguntou ela.
O homem sorriu.
— Não é isso. Desta vez, viemos apenas para convidá-la para uma visita.
Antes que Naiara pudesse responder, ele completou:
— Nosso Chefe do Estado-Maior deseja conhecê-la.
Naiara piscou, surpresa. Por que o Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sul iria querer vê-la?
— Nós relatamos como a senhorita resolveu nossa falha de rede. O Chefe do Estado-Maior disse que você é um talento raro, jovem e promissora, e por isso fez questão de convidá-la.
Se não estivesse com a mente tão sobrecarregada, ela até aceitaria o convite. Mas, no momento, não tinha a menor condição emocional para lidar com patentes militares.
Naiara olhou para o caderno em suas mãos.
— Sinto muito, mas não poderei acompanhá-los agora.
Os dois oficiais ficaram visivelmente surpresos. Ser recebido pelo Chefe do Estado-Maior era uma honraria gigantesca. Ele não era alguém que qualquer um pudesse simplesmente conhecer. E se ele ficasse satisfeito, poderia até oferecer uma grande recompensa. Como aquela jovem estava recusando?
— Srta. Naiara, é uma oportunidade única. Não quer mesmo reconsiderar?
Naiara retribuiu com um sorriso contido.
— E adivinha onde ele está agora? — instigou Naiara.
Cícero apontou para o andar de cima com a cabeça.
— Eu investiguei o motorista que supostamente cometeu suicídio por culpa. Na juventude, ele trabalhava para o Ricardo Âncora e até perdeu dois dedos por ele. Depois, por algum motivo desconhecido, eles se afastaram e o homem montou uma pequena frota de caminhões. Quando Ricardo comprou a Logística Vanguarda, os dois voltaram a ter contato. Tempos atrás, o Ricardo pagou uma dívida enorme desse motorista.
A história começava a fazer sentido. O motorista agiu por gratidão. Mas por que se suicidaria logo em seguida?
— Não acho que tenha sido um suicídio voluntário — deduziu Cícero. — Ricardo provavelmente o forçou a se matar para queimar o arquivo. O motivo exato que ele usou para obrigá-lo, nós nunca saberemos. Mas isso só prova uma coisa: Ricardo Âncora é muito mais implacável do que imaginávamos.
Naiara ficou em silêncio por um longo tempo.
— Mesmo sabendo que foi o Ricardo, sem provas concretas, não podemos incriminá-lo. Ele sempre pode jogar a culpa na Helena Âncora, dizendo que foi ela quem ordenou tudo. Nossas mãos estão atadas.
— Acho que ele não vai poder usar a Helena por muito mais tempo — ponderou Cícero.
— Por quê?
— Ela entrou em coma profundo. Talvez não passe desta noite. Mas tem algo estranho nisso tudo... a Helena está à beira da morte e a Isabella Âncora ainda não apareceu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...