A expressão de Naiara perdeu subitamente toda a doçura habitual. A pele alva destacava seus traços afiados, emanando uma aura severa e inacessível.
Em apenas dois dias, parecia ter vivido uma vida inteira de provações.
Ela sabia que não podia mais depender de ninguém.
Era chegada a hora de assumir o controle absoluto.
— Se ele vai tentar ou não, isso eu decidirei quando encontrar a oportunidade certa. Mas essa oportunidade não é agora.
O descontentamento de Bernardo estava estampado no rosto.
— Naiara, você está menosprezando o nosso Vitor?
Naiara retrucou com frieza: — Tio Bernardo, existem certas coisas que eu preferia não ter que dizer em voz alta.
Bernardo cruzou os braços, teimoso.
— Não me venha com meias-palavras. Se tem algo a dizer, diga na minha cara.
O olhar de Naiara escureceu centímetro a centímetro.
— O que eu não digo, o senhor já deveria ser capaz de compreender sozinho.
Bernardo bufou: — Pois eu não entendi nada! Exijo que você seja clara.
Naiara não tinha mais energia para lidar com a ignorância dele.
— José.
José imediatamente deu um passo à frente.
— Senhora Xavier.
Naiara comandou: — Os assuntos do Grupo ficarão temporariamente sob sua responsabilidade. Neste momento crítico, o mais importante é manter a estabilidade da equipe e evitar conflitos internos.
José assentiu de forma firme: — Sim, senhora!
Bernardo foi ficando com o rosto vermelho de fúria.
— Naiara! O que significa isso?!
— Você prefere confiar em um forasteiro do que na própria família?
— Um conglomerado desse tamanho, e você o entrega nas mãos de um estranho enquanto proíbe o Vitor de intervir?! Quais são as suas verdadeiras intenções? Que joguinho é esse que você está fazendo?!
O olhar de Naiara afundou num gelo ameaçador enquanto ela dava um passo em direção a ele.
— E quem é o forasteiro aqui?
— E, enquanto esbanjam do bom e do melhor, sendo ingratos e mesquinhos, ainda têm a audácia de apunhalar meu marido pelas costas e causar problemas!
Bernardo ficou paralisado, de boca aberta, sem conseguir articular um som.
Ele nunca imaginou que Naiara escancararia tudo aquilo na frente de todos, sem o menor pudor.
— Tio Bernardo. — Naiara decidiu acabar logo com aquilo de uma vez por todas.
— Meu sogro tolera o senhor porque é o irmão mais novo dele. Por isso, ele engole sapos.
— Meu marido tolera o senhor porque o senhor é o tio dele. Por isso, ele recua.
— Mas eu não sou tão benevolente assim.
— Para o senhor, eu sou apenas uma estranha que entrou na família. Sendo assim, não tenho motivo algum para ser educada.
— Então prestem muita atenção ao que eu vou dizer hoje.
A voz de Naiara não era apressada, mas sua presença esmagava qualquer resistência.
— A família Xavier está enfrentando uma crise. Não espero que vocês façam algo de útil, mas exijo que não piorem a situação.
— Se eu descobrir que vocês estão fazendo panelinhas, fomentando rebeliões ou se juntando a pessoas de fora para prejudicar o Grupo... considerem-se expulsos. Seus nomes serão riscados da árvore genealógica dos Xavier para sempre!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...