O orgulho de Bernardo estava destroçado.
Ser humilhado publicamente daquela forma por alguém tão mais jovem fez com que ele sentisse sua dignidade sendo pisoteada e esmagada no chão.
Mas Vitor o segurou, fazendo sinal para que calasse a boca.
Bernardo ficou assistindo com os olhos arregalados enquanto a silhueta de Naiara desaparecia pela porta, e então começou a chutar e socar o ar num acesso de fúria infantil.
— Mas que audácia a dela!
— Quem ela pensa que é?!
— É só a filha adotiva da família Jasmim! Acha mesmo que é a senhora absoluta do mundo?!
— Ter a ousadia de falar comigo desse jeito! Essa garota passou dos limites!
Vitor lançou um olhar enviesado para o pai.
— Já chega, pai. Por que não disse tudo isso na cara dela agora há pouco? Que adianta falar agora que ela nem está mais ouvindo?
Bernardo, frustrado com a covardia do filho, deu-lhe um chute.
— Você ficou aí mudo, seu imprestável! Deixou seu próprio pai ser humilhado por uma mulher e não abriu a boca!
Vitor soltou uma risadinha cínica.
— Eu seria muito burro se te ajudasse.
— Esqueceu que a poeira ainda não baixou sobre o caso com a Isabella? E aquela vez que eu passei dos limites com a minha cunhada? Se o meu primo voltar e ela der com a língua nos dentes, eu tô morto!
Bernardo soltou um bufo frio.
— Se ele vai voltar ou não, ainda é um mistério.
Vitor olhou em volta e baixou o tom de voz.
— Pai, o que quer dizer com isso?
Bernardo: — O Afonso sumiu no caminho de volta logo após o funeral do filho caçula dos Pinto. As chances de a família Pinto ter algo a ver com isso são de nove em dez.
Vitor arregalou os olhos.
— Está dizendo que os Pinto armaram uma emboscada na estrada para vingar a morte do caçula?
Bernardo assumiu uma expressão calculista, embora claramente não entendesse a verdadeira dimensão da trama.
— Com certeza absoluta.
— E eu olho pra você com que cara?! A culpa é de quem?! Você passa o dia bebendo, apostando e indo atrás de mulher em vez de construir um futuro!
Bernardo bateu no ombro do filho, adotando um tom paternal e profundo.
— Vitor, a oportunidade bateu à porta. Você precisa se destacar. Na nossa linhagem, só sobraram você e o Afonso de homens na família. Se ele não estiver aqui, é a sua vez de brilhar. Não deixe essa chance escapar.
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Dois avisos vieram do hospital.
Uma notícia boa.
Uma notícia ruim.
A boa era que Henrique havia despertado. Após exames minuciosos, os médicos confirmaram que não havia sequelas graves; ele precisava apenas de muito repouso até que os ossos fraturados cicatrizassem.
A má era que Felícia continuava inconsciente e permanecia na UTI.
Naiara chegou às pressas ao hospital.
E, pela primeira vez na vida, viu algo semelhante a "lágrimas" nos olhos de Henrique.
Aquele homem, que havia governado o mundo dos negócios de forma implacável por toda a vida, ainda escondia um resquício de ternura no fundo de sua alma.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...