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Eles Pareciam uma Família, E Eu Virei a Estranha romance Capítulo 466

Palmira seguiu César sem encontrar qualquer resistência até o lado de fora, onde avistaram o carro de Glaucia.

Glaucia já aguardava ali havia algum tempo. Ela estava prestes a sair do carro e bater à porta quando viu Vanusa sair furiosa de dentro da propriedade. Percebendo que Vanusa havia fracassado, o peso no peito de Glaucia aliviou consideravelmente e ela parou de se apressar.

Foi só quando viu Palmira e César saindo juntos, com expressões tranquilas, que Glaucia relaxou por completo. Ela abriu a porta e desceu do veículo.

— Glaucia, a Vanusa dificultou as coisas para você por minha causa de novo? — Palmira perguntou imediatamente.

Glaucia respondeu:

— Não necessariamente. Acho que dessa vez ela veio direto para mim. Vamos, precisamos encontrar outro lugar para conversar.

Considerando que Palmira poderia estar em um estado emocional frágil e precisaria de conforto, Glaucia já havia reservado uma sala VIP em um hotel próximo. Em menos de dez minutos, todos estavam sentados na sala reservada.

Glaucia primeiro apresentou Neusa a Palmira e, em seguida, perguntou:

— O que a Vanusa foi fazer com você dessa vez?

— Ela trouxe uma quantia absurda de dinheiro, exigindo manter o noivado. Eu conheço um pouco da situação da família Nunes. Nos últimos anos, eles têm tido um desempenho inferior ao da família Reis, é impossível que tenham tanto fluxo de caixa. Além disso, nos presentes que ela trouxe para a Mansão Reis, havia muita matéria-prima de jade. A família Nunes trabalha com joias, não faz sentido dar matéria-prima como presente. Esse tipo de atitude parece apenas uma forma de ostentar dinheiro recém-adquirido — foi César quem assumiu a resposta. Franzindo a testa, ele começou a analisar a anomalia de Vanusa junto com Glaucia.

Por atuarem na mesma indústria, Glaucia também conhecia as Joias Nunes. Anteriormente, eles também importavam matérias-primas de comerciantes de Mianmar e tinham certa influência no mercado, mas não ao ponto de monopolizar ou controlar o setor inteiro.

Essa postura de enriquecimento repentino era, de fato, muito suspeita.

— E com você, Glaucia? O que ela fez? Hoje ela me ameaçou, dizendo que ia falir a sua empresa. Ela...

— Não é para tanto. Ela ainda não tem todo esse poder. Apenas cortou temporariamente os meus fornecedores — tranquilizou Glaucia.

Mesmo assim, Palmira demonstrou choque:

— Desde quando a família Nunes tem essa influência? Os seus fornecedores não são os mesmos há anos? Como puderam ser afetados tão facilmente por eles?

— Ela provavelmente fez algum contato com o pessoal de Mianmar. Palmira, eu sinto que o principal alvo dela ainda é você. Seria melhor que você voltasse para a Cidade G por enquanto. Lá, eu posso falar com o Carlão para colocar alguns homens protegendo você — sugeriu Glaucia.

O retorno súbito de Vanusa, armado com poder e conexões com Mianmar, era coincidência demais. Glaucia não queria que Palmira fosse arrastada para essa guerra.

— Você quer descobrir o que está por trás da Vanusa, não é? — perguntou César.

Ele, na verdade, não sabia muito sobre os problemas pessoais de Glaucia.

Mas o fato de Vanusa voltar e atacar Glaucia primeiro, somado à pressa de Glaucia em mandar Palmira embora, já o fizera perceber algumas peças do quebra-cabeça.

Diante de tais palavras, Palmira acabou cedendo:

— Glaucia, deixe-o tentar. A Vanusa ainda é obcecada por ele. De fato, será muito mais produtivo ele ir do que qualquer uma de nós.

Notando que o tom de Palmira ainda soava um pouco relutante, César apressou-se em garantir:

— Palmira, é estritamente profissional. Vou usar a escuta o tempo todo para que vocês possam ouvir tudo. Absolutamente não haverá nenhum tipo de intimidade entre nós.

— E quem falou de intimidade? Dá para parar de ser tão paranoico? — Palmira revirou os olhos, sem jeito.

César sorriu:

— Como o médico titular da nossa Palmira, preciso ser responsável pela sua saúde. Não posso permitir absolutamente nada que abale o seu bem-estar físico e mental.

— A Glaucia está bem aqui, vê se cala a boca um pouco — Palmira beliscou o braço de César, trazendo a conversa de volta ao foco: — Você acabou de xingar a Vanusa hoje. Como vai convidá-la para sair de novo? Se soubéssemos que iríamos precisar dela, não teríamos pegado tão pesado lá na mansão.

César levantou a mão e acariciou a cabeça de Palmira gentilmente:

— Não se preocupe, ela é um livro aberto. Ela mesma não disse? Ela está apenas esperando eu ir rastejar de volta para implorar pela ajuda dela.

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