Entrar Via

Eles Pareciam uma Família, E Eu Virei a Estranha romance Capítulo 539

Ainda nem tinham definido a data do casamento.

Mas na velha mansão da família Marques, incluindo os funcionários, parecia que aquela única frase de Glaucia tinha injetado uma dose de adrenalina em todos. Todos começaram a se movimentar freneticamente no mesmo instante.

O mordomo logo reuniu alguns empregados para começar a selecionar os itens menores da cerimônia.

Cada um parecia ter uma tarefa urgente. Ironicamente, os próprios noivos, Glaucia e Ícaro, foram deixados de lado.

Como era fim de semana, o Santuário da Mente estava bem mais movimentado.

Até os carros estacionados no sopé da montanha eram o triplo da última vez.

Ao descerem do carro, Glaucia e Ícaro avistaram novamente a Árvore dos Destinos.

A brisa suave fazia as fitas vermelhas balançarem, formando uma bela visão.

Muitos casais rezavam fervorosamente sob seus galhos.

Glaucia não pôde deixar de lembrar da última vez que estiveram ali.

— Da última vez, você realmente estava pedindo ao Deus da Fortuna? — ela questionou.

Ícaro ergueu levemente uma sobrancelha, e sua voz rouca soou com a brisa:

— Você já sabe a verdade, não sabe, Glaucia? E eu não menti, a Árvore dos Destinos daqui é muito poderosa.

Glaucia deu um leve sorriso.

— Ícaro, você é cheio de truques. Mas acertou em uma coisa: este lugar realmente tem poder.

— E você, Glaucia? O que pediu naquele dia? — ele devolveu a pergunta.

Dessa vez, ela não respondeu. Caminhou diretamente até a árvore e encontrou a fita vermelha que havia amarrado. Nela, havia apenas algumas palavras.

Não era um pedido de riqueza.

Ela havia escrito: "Divórcio o mais rápido possível."

Um sorriso se formou no rosto de Ícaro. Ele cruzou o olhar com Glaucia e ambos voltaram a atenção para a árvore.

— Pedir ao Deus do Casamento para te dar um divórcio... Glaucia, isso é exigir demais da divindade — ele ironizou. — Mas, já que funcionou tão bem, que tal pedirmos juntos por um bom casamento dessa vez? Podemos considerar isso como um bônus para as metas do Deus do Casamento.

Desta vez, Glaucia não hesitou. Ela e Ícaro escreveram suas preces nas fitas e as penduraram com cuidado.

Nesse exato momento, uma rajada de vento soltou uma fita próxima, que caiu no chão.

Sem saber de qual casal apaixonado pertencia aquele desejo, Glaucia a pegou. Quando ia pendurá-la de volta, leu o que estava escrito.

Seus dedos congelaram. Ela olhou diretamente para Ícaro.

A caligrafia e a frase eram quase idênticas à dela, com apenas algumas palavras a mais.

"Que Glaucia consiga o divórcio o mais rápido possível."

Mais importante, era uma época de clima agradável, no auge do outono.

Glaucia achou a data perfeita.

O único problema era que o vestido de noiva ainda não havia sido encomendado, e o tempo parecia um pouco apertado.

Como ainda era cedo quando saíram do santuário, Glaucia levantou a questão dos trajes.

— Já que o avô quer uma cerimônia grandiosa, não podemos negligenciar os trajes. Você tem algo em mente?

— Não se preocupe com isso. Vou te levar a um lugar — Ícaro respondeu.

O carro seguiu até um bairro que parecia vagamente familiar para Glaucia.

Algumas memórias antigas começaram a ressurgir.

Quando o veículo estacionou diante do Edifício 18, a surpresa no rosto de Glaucia ficou evidente.

— Como... como você conhece este lugar?

Não era um lugar qualquer. Era o prédio onde ela alugara um pequeno apartamento na época da faculdade.

Após a morte de Benito Mota, Isaura vendeu a antiga casa para pagar os estudos de Glaucia. No início, moraram em vários bairros velhos e afastados.

Mais tarde, quando a saúde de Isaura piorou, aqueles bairros ruins e distantes do hospital se tornaram insustentáveis. Glaucia tinha que estudar, trabalhar em meio período e cuidar da mãe. Então, alugaram este apartamento perto da área universitária.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Eles Pareciam uma Família, E Eu Virei a Estranha