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Eles Pareciam uma Família, E Eu Virei a Estranha romance Capítulo 464

Porém, aquelas palavras apenas fizeram os pais do Grupo Reis demonstrarem um certo constrangimento no rosto. A Sra. Reis, em especial, não hesitou em dar um ultimato a César:

— Já que a Vanusa está sendo tão compreensiva, você não pode continuar sendo tão imaturo. Corte relações com essa mulher agora mesmo.

— O fato de ela ter esse tipo de pensamento só prova o quão baixa ela é, se rebaixando para implorar por migalhas que não têm nada a ver comigo. Vou repetir pela última vez: não vou machucar a mulher que amo por causa de um noivado absurdo. Podem me prender aqui hoje, ou usar qualquer outro truque baixo. A minha decisão não vai mudar — declarou César.

Suas palavras, impenetráveis e resolutas, empurraram a situação para um impasse indescritível.

A família Nunes cedeu repetidas vezes, apenas para receber uma recusa implacável de César. O rosto da Sra. Nunes já demonstrava desagrado, mas o Sr. Nunes manteve a postura. Ele disse:

— César, você é jovem e impulsivo, eu não vou julgá-lo por isso. Mas você viu a sinceridade da família Nunes e os sentimentos que a Vanusa tem por você. Vai mesmo destruir a aliança entre nossas duas famílias por causa de uma mulher tão comum?

Percebendo que a pressão emocional não funcionava, a família Nunes partiu para o ataque no mundo dos negócios.

— Com todos esses anos que você passou fora, receio que não compreenda bem a situação atual da sua própria família. A sinceridade que a família Nunes trouxe hoje é exatamente o que a família Reis mais necessita. César, em vez de discutir aqui movido pela impulsividade, seria melhor você se acalmar e conversar a sós com o seu pai. Tenho certeza de que você fará uma escolha diferente depois disso — sugeriu o Sr. Nunes.

A expressão de César não se alterou. O olhar do Sr. Nunes voltou-se para Palmira:

— Mocinha, nossas duas famílias têm assuntos a tratar em particular. Vá dar uma volta no jardim com a Vanusa.

César tentou intervir, mas desta vez, Palmira não resistiu. Ela caminhou por conta própria em direção ao quintal da Mansão Reis.

Desta vez, ela também queria ver o que César seria capaz de lhe oferecer.

Queria saber se valia a pena continuar investindo nesse relacionamento.

Ela já havia gastado metade da sua vida em torno de César. Talvez fosse a hora de aproveitar essa oportunidade para buscar um caminho mais claro para si mesma.

Assim que Palmira saiu, Vanusa a seguiu de perto.

— Sua...! — Vanusa ficou fora de si. Aquela postura calma e controlada que ela havia criado minutos antes foi completamente despedaçada pelas palavras de Palmira.

Ela ergueu a mão bem alto, pronta para estapear o rosto de Palmira, um hábito violento que sempre teve contra ela.

Mas dessa vez, Palmira não se acovardou. Ela interceptou e agarrou o pulso de Vanusa no ar:

— A Srta. Vanusa está irritada? E o que planeja fazer comigo? Quer me destruir de novo? Espalhar mais fotos íntimas, inventar boatos nojentos sobre mim? Pode fazer isso. Assim, toda a alta sociedade saberá que o noivo da Srta. Vanusa prefere uma mulher 'suja' como eu a você. Ele preferia estar comigo do que com você. A minha vida não vale nada. Se eu não aguentar a pressão, no máximo eu morro. Mas e a Srta. Vanusa, tem coragem de morrer? Se você quer o César, vai ter que carregar para o resto da vida o fardo de que ele já pertenceu a uma mulher como eu.

— Palmira! Desde quando você ficou tão vadia?! — Vanusa ficou tão furiosa com as palavras de Palmira que mal conseguia respirar, engasgando por um longo tempo antes de conseguir cuspir o xingamento.

Palmira respondeu:

— Não foi a Srta. Vanusa quem me obrigou a ser assim? Vanusa, eu não tenho mais medo de você. Qualquer truque sujo que tiver, jogue contra mim. Não há necessidade de envolver a Glaucia nisso. Os problemas entre nós duas, nós mesmas resolvemos.

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