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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 128

O jato cortou o escuro sem luzes.

Dante havia dado a instrução antes de entrarem no espaço aéreo da ilha nada que pudesse ser visto do solo. Eles voariam cegos e pousar iam no escuro.

Alexandre estava sentado à sua direita, os cotovelos nos joelhos, os olhos na janela que não mostrava nada além de escuridão. Não havia falado muito desde que embarcaram. Dante também não. Havia uma conversa inteira esperando entre os dois - perguntas, respostas, vinte e oito anos de silêncio que precisavam ser desfeitos palavra por palavra - e nenhum dos dois havia tocado nisso.

Não era o momento.

Gonçalo estava no fundo da aeronave com a equipe, revisando as posições pela terceira vez. Oito homens - os melhores que ele tinha, e ele tinha um padrão alto. Cada um deles havia sido escolhido por um motivo específico que não aparecia em nenhum currículo formal.

Gonçalo conhecia esse tipo de trabalho. Havia anos que atuava em segurança privada, mas havia um tempo antes disso, um tempo que ele não discutia e que poucos conheciam, onde as operações tinham outros nomes. Mas o corpo não esquecia.

Dante havia sido claro sobre os riscos.

Todos haviam embarcado assim mesmo.

- Cinco minutos - o piloto disse pelo intercomunicador.

Dante verificou o coldre. Olhou para Alexandre.

- Você já fez isso antes?

- Coisas parecidas. - A resposta veio sem hesitação.

Dante não perguntou mais nada.

A pista de pouso era curta, mal iluminada. O jato tocou o solo com um impacto mais brusco do que o normal - o piloto compensando a falta de visibilidade com velocidade de reação - e estava freando quando as primeiras luzes apareceram no fim da pista.

Lanternas. Dois, talvez três homens.

- Menos do que o esperado - Gonçalo disse, já na posição.

- Pode ser uma armadilha. - Dante desceu a rampa antes que ela terminasse de abrir.

O confronto na pista durou menos de quatro minutos.

Os homens de Rafael haviam sido pegos no timing errado e os reforços não chegaram. A resistência foi real mas desordenada, o tipo de reação de quem tinha um plano que dependia de mais tempo de aviso do que havia recebido.

Gonçalo aproximou um dos guardas rendidos.

- A mulher que foi sequestrada - Dante disse, direto. - Onde ela está?

O homem olhou para ele. Avaliou. Decidiu que a situação não deixava muitas opções.

- Fugiu - disse. - Entrou na mata umas três horas atrás. O patrão mandou todo mundo atrás mas ninguém achou.

O estômago de Dante fechou.

- Três horas.

- Sim senhor.

Ele se virou para Gonçalo.

- Gonçalo. - A voz de Dante era baixa, mas havia algo nela que não deixava espaço para interpretação. - Você rende todo mundo. Ninguém se machuca além do necessário.

Gonçalo assentiu. Uma vez. Firme.

- Você. - Dante olhou para Alexandre. - Vem comigo.

A mata era diferente no escuro.

Dante havia entrado com uma lanterna de cabeça e o mapa mental das coordenadas que Alexandre havia trazido a ilha não era grande. Mas uma mata à noite transformava distâncias conhecidas em labirintos.

Ele chamou por ela uma vez, baixo, testando.

Nada.

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