Janaina ainda não tinha falado, e o homem atrás dela se adiantou: — Depois de uma noite, a raiva da sua irmã já passou. Coma rápido.
Ele contornou Janaina e sentou-se, de frente para Renata.
Renata olhou para ele com cuidado, depois olhou para o lado e sussurrou cuidadosamente: — Parece que ainda não...
Janaina deu um sorriso forçado. — Já que sabe que não, então se comporte.
Dito isso, ela não falou mais bobagens.
Pegou os talheres e começou a comer.
O sabor daqueles pratos era irregular, e os cortes não tinham padrão. Dava para ver que quem cozinhou não tinha experiência.
Janaina comia em silêncio, enquanto os outros dois falavam de vez em quando.
Renata baixou a voz de propósito, como se tivesse muito medo de que ela se irritasse.
— Dr. Veloso, você é incrível! Falei de dois pratos que gosto sem pensar, e você aprendeu a fazer os dois!
— Fico muito feliz por ela ter encontrado um namorado como você. Não sei onde estará o meu príncipe encantado.
Helder olhou para ela com afeto.
Com uma voz suave: — Ele vai aparecer logo.
Um estalo soou.
Janaina bateu os talheres na mesa com força, levantou-se e deu uma risada fria: — Renata, não precisa ficar feliz por mim. Ele não fez os pratos que você gosta? Você já é bem feliz.
— E você... —
Ela se virou para o homem ao seu lado, e a ponta do nariz de repente ardeu.
Felizmente, essa sensação foi rapidamente contida, para que ela não perdesse a compostura.
— Antigamente, toda vez que pedia para você cozinhar algo, parecia estar pedindo um favor impossível de ser atendido. Você dizia que não sabia. O que foi, será que foi fazer curso de culinária escondido de mim?
— Irmã... — Assim que Renata abriu a boca, as lágrimas caíram incontroláveis. — Não culpe o Dr. Veloso. A culpa é toda minha. Foi eu que comentei que fazia muito tempo que não comia uma refeição caseira feita em casa.


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