Janaina era a que estava mais perto e, por causa da dor no pé, não teve tempo de desviar. Foi atingida e caiu no chão, completamente sem forças.
Antes de perder a consciência, sua visão foi a imagem de Helder verificando Renata cuidadosamente, sem sequer olhar para o seu lado.
Quando acordou, já estava no Solar dos Valente.
Janaina abriu os olhos. Os desenhos do teto surgiram em sua visão.
Ela levantou levemente a mão. A parte machucada já estava enrolada em uma bandagem. Cada movimento era doloroso.
Ótimo...
Já era manca e, agora, a mão também estava quase quebrada.
Nesse momento, um choro baixo veio do lado. Janaina virou a cabeça e descobriu que Renata e Helder também estavam ali.
— Dr. Veloso... a culpa é toda minha. Se você não fosse me proteger, não teria ignorado a minha irmã. Assim, ela não teria sido atropelada.
O homem colocou a mão no ombro dela e a confortou.
— Como a culpa poderia ser sua?
— Foi a Janaina quem não prestou atenção e não soube se desviar quando o carro veio. A sorte grande é que você não se machucou. Não pegue toda a culpa para você, ok?
Renata estava chorando, com os cílios tremendo enquanto levantava a cabeça.
— Você realmente não me culpa, Dr. Veloso?
— É claro que não.
Helder abriu um sorriso.
— Não chore. Se continuar chorando, os olhos vão ficar inchados igual a dois tomates.
Os dois pareciam cheios de afeição mútua e não perceberam que Janaina já tinha acordado na cama.
Ela perdeu a paciência.
— Se querem flertar, sumam daqui. Não sujem o ar do meu quarto!
A voz repentina deu um susto neles. Instintivamente, Renata encolheu-se nos braços do homem, mas, logo lembrando-se de algo, afastou-se rapidamente.
— Irmã, você acordou...
O rosto dela estava vermelho, sem saber onde colocar as mãos.
— Eu... eu e o Dr. Veloso estávamos preocupados com você. Não entenda errado.


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