Percebendo que a avó não ficaria do seu lado, Clarice sentiu-se frustrada, mas não tinha o que fazer.
Quando Murilo viesse buscá-la, ela faria questão de mostrar a ele que não seria pisada facilmente.
Se Murilo sempre tomasse o partido da sogra, como seria a vida dela no futuro?
Mas três dias se passaram e Murilo não apareceu para implorar sua volta.
Com a barriga crescendo, Clarice não conseguia mais disfarçar o nervosismo.
Durante o almoço, ela mal tocou na comida, perdida em pensamentos.
Paola perguntou com um sorriso malicioso:
— Priminha, você já está morando aqui em casa há três dias. O Murilo deve estar desesperado, não é? Ele te liga todo dia implorando para você voltar?
Clarice, que já estava de mau humor, ficou ainda mais desconfortável com a pergunta.
Fazendo pose, ela respondeu:
— Claro que sim. Ele já me ligou dezenas de vezes, mas eu me recuso a atender. Além do mais, eu disse a ele para não vir. Se ele aparecer, eu pego um avião e viajo para o exterior para relaxar.
Paola abriu um sorriso enigmático:
— O cunhado é realmente muito apaixonado. Você só veio passar uns dias em casa e ele já ficou todo nervoso.
Clarice sabia que a prima só estava se divertindo às suas custas, então, obviamente, não revelaria que havia brigado com o marido.
Assim se passou uma semana.
Murilo ainda não havia dado as caras, e o desespero de Clarice começou a transparecer.
Para piorar, ele nem sequer mandava uma única mensagem por dia.
Clarice começou a duvidar de si mesma. Será que ela tinha sido muito teimosa?
Afinal, sua avó passara os últimos dias criticando-a, afirmando que morar com a sogra era sua obrigação e pedindo que ela repensasse sua atitude.
Clarice alisou a barriga, sentindo os olhos marejarem.
Agora que carregava um filho, se continuasse morando na casa dos pais, as pessoas iriam fofocar e rir dela.
Paola entrou no quarto e a convidou para sair:
— A Sra. Bárbara está dando uma festa hoje. Ouvi dizer que contrataram uma banda famosa. Vamos juntas?
Elas poderiam facilmente recrutar um genro para morar com a família.
No fim das contas, quem se casa e vai para a casa do marido sempre fica submissa à família do outro.
Era muito melhor que Lucinda fosse a dona da própria casa, fizesse o homem ouvir suas ordens e vivesse com conforto.
Paola e Clarice entraram no salão de festas.
Logo, amigas de Paola apareceram para conversar com ela.
Clarice sempre cultivara a imagem de ser superior a todas, então, fora Priscila, ela não tinha intimidade com ninguém.
Entediada, sentou-se sozinha num canto, esperando pela banda.
Nisso, percebeu algumas jovens esposas fofocando por perto:
— Ouvi dizer que a Sra. Silveira está passando por maus bocados ultimamente. Arrumou uma nora com um temperamento horrível e está prestes a ser enxotada da própria casa.
— Eu também soube! Parece que a nova nora não suporta a tagarelice dela e exigiu que ela fosse mandada embora, ameaçando fugir de casa para forçar o Murilo a tomar uma decisão.
— E ela vai todos os dias implorar para a nora voltar para casa. Mas a nora a ignora e ainda manda os seguranças expulsarem a pobre mulher... Ah, é de cortar o coração.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Autora ta enrolando demais, que chatissr essa relação Lucas & Giovana, nunca fala a real que existe certidão de casamento Vc colocou a personagem como idiota, submissa Puts ta uma merda.......
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......