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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 1050

Murilo achava que a sua mãe era a melhor do mundo.

Sendo o único filho da Família Silveira, ele tinha a obrigação de morar em casa para ser filial e cuidar dela. Era sua responsabilidade.

Ao ver que mal havia dito uma frase e o marido já a rebatia com várias outras justificativas, Clarice ficou ainda mais irritada.

Antes do casamento, tudo o que ela falava, Murilo obedecia.

Agora, ele havia mudado.

Clarice tinha a intenção de conversar civilizadamente com ele, mas a raiva subiu à cabeça e ela começou a reclamar em voz alta:

— Na minha própria casa, eu também não precisava me preocupar com nada! Todo mundo me mimava e ninguém ficava controlando o que eu vestia. Além disso, a mesada que os meus pais e a minha avó me davam era várias vezes maior do que a sua. E você ainda diz que me ama? Se me amasse de verdade, por que ficaria limitando os meus gastos?

Murilo achou que ela estava sendo infantil demais.

A vida antes e depois do casamento poderia ser a mesma?

Na Família Rocha, Clarice recebia mesada dos pais e da avó.

Mas na Família Silveira, ele era o único que trazia dinheiro para casa.

Ele tinha que arcar com todas as despesas da casa, manter as aparências da família e lidar com outros gastos. Como poderia entregar todo o seu dinheiro para Clarice esbanjar?

Ele tentou argumentar:

— O patrimônio da Família Silveira não é tão grande quanto o da Família Rocha, você sabe disso. E para a nossa empresa crescer, precisamos gastar dinheiro mantendo bons relacionamentos com os clientes. Para expandir nossos contatos, a Família Silveira organiza banquetes que custam caro. E há muitos outros gastos que você não conhece. Eu te dou cem mil por mês. Acha mesmo que isso não é suficiente?

Murilo sinceramente não entendia. Ela já tinha tantas roupas, sapatos e bolsas, por que ainda precisava comprar mais?

Sem conseguir chegar a um acordo, Clarice bufou de raiva e foi embora para a casa da sua família.

A Sra. Silveira, que estava na sala, ficou irritada ao vê-la sair sem sequer se despedir.

Ela perguntou ao filho:

— Murilo, o que deu nela dessa vez?

Murilo também estava esgotado:

— Eu não sei.

Clarice respondeu, inconformada:

— Eu disse que quero morar longe da minha sogra, mas o Murilo não concorda.

Embora a Dona Rocha adorasse a neta, sua mentalidade era extremamente tradicional.

Caso contrário, a Família Rocha já teria se dividido muito antes.

As casas dos três irmãos Rocha eram vizinhas, justamente para facilitar o atendimento rápido às ordens da matriarca.

— Menina boba, a casa da Família Silveira é espaçosa e confortável. Você tem a sua sogra e as babás para cuidar de você, para que se mudar? Com o seu temperamento, você não sabe administrar uma casa. Por que arrumar problema para a própria cabeça?

Clarice resmungou:

— Mas não é nada fácil conviver com a minha sogra. Se ela não ficasse me controlando o tempo todo, eu não iria querer me mudar.

Sobre esse assunto, não importava o quanto argumentasse, a Dona Rocha jamais a apoiaria.

— Você foi muito mimada, minha filha. Já chega. Quando o Murilo vier te buscar, você volta com ele.

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