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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 332

Lucas agiu sem hesitar:

— Vamos pegar o carro e ir para lá agora mesmo.

Naquele momento, a mente de Giovanna estava focada apenas em Clara. Ignorando as desavenças entre os dois, ela o acompanhou até o hospital onde a prima estava.

A sala de medicação estava lotada de crianças e pais.

Como Giovanna estava na cadeira de rodas, era difícil procurar. Lucas entrou e vasculhou cadeira por cadeira, até encontrar Clara encolhida no canto mais afastado.

O rosto da menina estava pálido e ela se apoiava, apática, no assento.

Lucas acenou, chamando Giovanna e a Avó Martins.

Em seguida, virou-se para a enfermeira mais próxima e perguntou:

— Como está o quadro da Clara?

— Vocês são parentes da paciente? — a enfermeira devolveu a pergunta.

Lucas assentiu.

— Somos.

— A paciente está consciente e não precisará de lavagem gástrica — explicou a enfermeira. — Assim que ela deu entrada, já a orientamos a fazer a indução de vômito com segurança. Agora ela apresenta sintomas de desidratação, então precisa repor líquidos com soro glicosado.

Clara estava apenas sentada em silêncio, mas assim que viu Giovanna e a Avó Martins se aproximarem, não conseguiu mais se conter e as lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto.

Com o coração apertado, Giovanna acariciou a cabeça da prima para confortá-la.

— Não chore, Clara. A sua prima está aqui com você. Você já passou pelo médico, já está tomando o soro e logo vai ficar bem.

Clara assentiu e perguntou, com um traço de esperança:

— Por que a mamãe não veio?

Giovanna ficou em silêncio por um instante antes de responder:

— O trabalho da sua mãe é muito corrido, ela não conseguiu sair.

Ao ver que todas as outras crianças tinham as mães cuidando delas, e só ela estava sem a sua, Clara sentiu uma pontada profunda de injustiça.

Ela choramingou baixinho:

Se o marido e o filho ainda estivessem vivos, a Família Martins teria homens para dar suporte. Mesmo que os casamentos de Helena e Giovanna fracassassem, a vida não seria tão miserável, afinal, haveria quem as sustentasse.

Mas agora a família não tinha ninguém para ampará-las. Se os casamentos dessem errado, a vida delas desmoronaria.

Como ela poderia suportar ver as duas sofrerem?

Lucas virou-se para a Avó Martins e disse, prestativo:

— Vó, o trabalho da tia Helena realmente é pesado demais. Mais tarde, vou entrar em contato com o diretor do hospital para transferi-la para um setor administrativo mais leve.

A Avó Martins sentia que era inadequado incomodá-lo repetidas vezes, mas, pela filha, engoliu o orgulho e aceitou.

— Obrigada, Lucas. A avó é muito grata a você.

— Vó, nós somos uma família. Não precisa de tanta formalidade comigo.

Giovanna, porém, achava que a interferência arbitrária de Lucas na carreira da tia era descabida.

— Acho melhor conversarmos com a tia primeiro antes de tomar essa decisão.

— O que tem para conversar? — retrucou a avó. — Você é igualzinha à sua tia. Se querem tanto trabalhar, arrumem algo mais leve. Passar mais tempo cuidando da família é o caminho certo. O trabalho de ganhar dinheiro deve ser deixado para os homens.

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