Lucas agiu sem hesitar:
— Vamos pegar o carro e ir para lá agora mesmo.
Naquele momento, a mente de Giovanna estava focada apenas em Clara. Ignorando as desavenças entre os dois, ela o acompanhou até o hospital onde a prima estava.
A sala de medicação estava lotada de crianças e pais.
Como Giovanna estava na cadeira de rodas, era difícil procurar. Lucas entrou e vasculhou cadeira por cadeira, até encontrar Clara encolhida no canto mais afastado.
O rosto da menina estava pálido e ela se apoiava, apática, no assento.
Lucas acenou, chamando Giovanna e a Avó Martins.
Em seguida, virou-se para a enfermeira mais próxima e perguntou:
— Como está o quadro da Clara?
— Vocês são parentes da paciente? — a enfermeira devolveu a pergunta.
Lucas assentiu.
— Somos.
— A paciente está consciente e não precisará de lavagem gástrica — explicou a enfermeira. — Assim que ela deu entrada, já a orientamos a fazer a indução de vômito com segurança. Agora ela apresenta sintomas de desidratação, então precisa repor líquidos com soro glicosado.
Clara estava apenas sentada em silêncio, mas assim que viu Giovanna e a Avó Martins se aproximarem, não conseguiu mais se conter e as lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto.
Com o coração apertado, Giovanna acariciou a cabeça da prima para confortá-la.
— Não chore, Clara. A sua prima está aqui com você. Você já passou pelo médico, já está tomando o soro e logo vai ficar bem.
Clara assentiu e perguntou, com um traço de esperança:
— Por que a mamãe não veio?
Giovanna ficou em silêncio por um instante antes de responder:
— O trabalho da sua mãe é muito corrido, ela não conseguiu sair.
Ao ver que todas as outras crianças tinham as mães cuidando delas, e só ela estava sem a sua, Clara sentiu uma pontada profunda de injustiça.
Ela choramingou baixinho:
Se o marido e o filho ainda estivessem vivos, a Família Martins teria homens para dar suporte. Mesmo que os casamentos de Helena e Giovanna fracassassem, a vida não seria tão miserável, afinal, haveria quem as sustentasse.
Mas agora a família não tinha ninguém para ampará-las. Se os casamentos dessem errado, a vida delas desmoronaria.
Como ela poderia suportar ver as duas sofrerem?
Lucas virou-se para a Avó Martins e disse, prestativo:
— Vó, o trabalho da tia Helena realmente é pesado demais. Mais tarde, vou entrar em contato com o diretor do hospital para transferi-la para um setor administrativo mais leve.
A Avó Martins sentia que era inadequado incomodá-lo repetidas vezes, mas, pela filha, engoliu o orgulho e aceitou.
— Obrigada, Lucas. A avó é muito grata a você.
— Vó, nós somos uma família. Não precisa de tanta formalidade comigo.
Giovanna, porém, achava que a interferência arbitrária de Lucas na carreira da tia era descabida.
— Acho melhor conversarmos com a tia primeiro antes de tomar essa decisão.
— O que tem para conversar? — retrucou a avó. — Você é igualzinha à sua tia. Se querem tanto trabalhar, arrumem algo mais leve. Passar mais tempo cuidando da família é o caminho certo. O trabalho de ganhar dinheiro deve ser deixado para os homens.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......