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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 1026

Quando as suas próprias cinco filhas se casaram, a Sra. Silveira deu apenas algum dinheiro vivo e umas joias. Todo o resto do patrimônio deveria ficar reservado para o seu filho.

Afinal, filhas, depois de casadas, apropriavam-se das posses dos maridos, então não haveria motivo para voltar à casa da família para pedir coisas.

A generosidade extravagante da Família Rocha provava que suas riquezas eram colossais; no futuro, se a Família Silveira precisasse de uma injeção de fundos, com certeza poderiam contar com a ajuda deles.

Ao ver o quão polpudo era o dote, a Sra. Silveira achou que não poderia desmerecer Clarice e decidiu aumentar o orçamento da cerimônia, transferindo o local do casamento para um antigo castelo na Europa.

Clarice ficou ainda mais satisfeita.

Sua vontade já era mesmo ter um casamento de princesa num castelo europeu, mas ela tinha medo de que os mais velhos rejeitassem a ideia e a chamassem de deslumbrada, pois ainda eram bastante conservadores.

Ver que a ideia veio da própria sogra só a fez gostar ainda mais da mulher.

As duas famílias chegaram a um acordo perfeito para a união.

Clarice já começara a arquitetar seu plano: no dia da cerimônia, contrataria uma equipe para gravar cada mínimo detalhe e espalhar as imagens pelas redes sociais.

Ela queria que todos morressem de inveja de seu casamento do século.

Como os preparativos exigiam o acerto de muitos pormenores, as conversas se arrastaram até o horário do almoço. A Sra. Lúcia logo tratou de convidar todos para a refeição.

Para impressionar os futuros parentes, a Sra. Lúcia não poupou despesas. Ela contratou o chef principal do Grand Hotel Imperial e encomendou frutos do mar trazidos de fora por transporte aéreo exclusivo.

Todo o batalhão de empregadas da casa foi convocado para servi-los durante a refeição, demonstrando o mais alto padrão de vida da família.

A Sra. Silveira, comparando a quantidade de empregados entre as duas casas, sentiu que a Família Silveira ainda estava num degrau inferior ao da Família Rocha.

Mas, de qualquer forma, a casa da Família Rocha era cheia de gente. O lado dos Silveira já tinha suas cinco filhas casadas; a casa teria agora apenas três pessoas, então não precisariam daquele batalhão de empregadas.

Se Clarice achasse que faltava serviço doméstico, que ela mesma pusesse a mão na massa. Afinal, a casa não daria tanto trabalho e, já que Clarice não ia trabalhar e ainda não tinha filhos, ficaria ociosa o dia inteiro mesmo.

Num segundo pensamento, Paola decidiu que era até melhor. Quando Clarice se casasse e tivesse que lidar com uma sogra gananciosa, haveria um show divertido de se assistir.

Enquanto todos riam e conversavam, uma empregada se aproximou de Dona Rocha e disse: — Senhora, há policiais na porta. Disseram que vieram falar com a Srta. Clarice.

Dona Rocha franziu o cenho: — O que eles querem com a Clarice?

Aquele era um evento de extrema importância para o acerto do casamento entre as duas famílias, nada podia dar errado agora.

Clarice não fazia ideia do que estava acontecendo. No entanto, por estar confiante de que não havia cometido nenhum crime grave que ofendesse os céus, disse cheia de segurança: — Talvez só queiram me fazer algumas perguntas. Tudo bem, mande que entrem, vou colaborar com eles.

Ao ver a tranquilidade da neta, Dona Rocha presumiu que não se tratava de nada grave e ordenou à empregada que guiasse os oficiais para dentro.

A Sra. Silveira tomou um pequeno gole de chá, escondendo a desconfiança no olhar.

Os policiais entraram e se dirigiram diretamente à neta: — Sra. Clarice Rocha, a Sra. Giovanna Martins prestou queixa informando que a senhora difamou a reputação dela na internet. Precisamos que nos acompanhe até a delegacia para prestar depoimento e colaborar com as investigações.

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