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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 1025

Ao lembrar da surra que havia levado na última vez, Pérola parou de chorar por instinto, olhando para Giovanna apavorada.

Paola cerrou os dentes: — Você ainda vai ter coragem de bater na minha filha? Acha mesmo que eu tenho medo de você, Giovanna?

Assim que a frase terminou, Giovanna agarrou Pérola.

Pérola se desesperou e caiu no choro, berrando: — Eu não tenho mais coragem de roubar os brinquedos, eu peço desculpas!

Ao ver a filha confessar o erro tão facilmente, o coração de Paola doeu, e ela se sentiu profundamente envergonhada.

Lucas apenas observava de longe, sem se aproximar.

Estar com aquela mãe e filha também era uma grande humilhação para ele.

Vendo que Giovanna ainda não a soltava, Pérola soluçou e gritou pedindo desculpas novamente.

— Eu errei, me desculpa, irmãzinha, eu não devia ter roubado o seu brinquedo!

Paola nunca havia ensinado Pérola a se desculpar, e muito menos que era errado roubar as coisas dos outros.

A menina nem sabia que o que fazia era errado.

Até que bateu de frente com Giovanna e finalmente recebeu uma dura lição.

Giovanna a soltou e virou-se para a própria filha: — Alice, vamos embora.

Alice deu um pequeno bufido de desprezo para Pérola e voltou para a mesa abraçada ao seu boneco e junto com a mãe.

Pérola continuou chorando, estendendo os braços para que Paola a pegasse no colo.

Paola, ao invés de acolhê-la, a repreendeu: — Por que você é tão inútil? Eles te dão um sustinho e você já confessa o erro? Bem feito você ser pisada por elas!

Se Pérola não tivesse admitido o erro, ela ainda poderia ter continuado a arrumar confusão, mas como a menina se acovardou primeiro, elas ficaram completamente sem razão.

Ao perceber que a mãe não ia consolá-la e ainda estava gritando com ela, Pérola chorou ainda mais alto.

E ela também não tinha coragem de ir reclamar com Dona Rocha.

Isso porque, da última vez, Dona Rocha havia avisado que se ela entrasse em conflito com Alice de novo e levasse a pior, não precisava nem ir até ela para se queixar.

Lucas pagou a conta e enviou uma mensagem a Paola, dizendo que os esperava no estacionamento.

Na terça-feira de manhã, a Sra. Silveira e seu filho Murilo chegaram à casa da Família Rocha com os presentes de noivado para discutir os detalhes do casamento.

Como Clarice era a neta mais amada de Dona Rocha, ela varreu todos os artigos de valor da Primeira e Segunda Filiais da família e até tirou o que tinha guardado no fundo do baú para montar o dote de Clarice.

Ao olhar a lista do dote, a Sra. Silveira ficou maravilhosamente surpresa.

A Família Rocha realmente honrava seu título de império; eles eram incrivelmente generosos ao casar uma filha.

Paola estava sentada ao lado, fazendo companhia durante as conversas.

Ela também tinha visto a lista e havia revirado os olhos com tanta força que quase os perdeu de vista.

Quando outras irmãs da família casaram, a velha senhora tinha sido pão-dura e dado apenas um mísero conjunto de joias.

Mas, quando chegou a vez de Clarice, ela tirou todas as melhores peças que a família possuía.

Quem não conhecesse a história acharia que todas as outras irmãs haviam sido achadas no lixo, e só Clarice era filha legítima.

A Sra. Silveira pousou a lista de presentes cuidadosamente, lançando um olhar ainda mais maternal e carinhoso para Clarice: — Na verdade, a nossa família já preparou tudo para a Clarice, e se faltar algo no futuro, nós podemos comprar. O dote que a velha senhora preparou para a Clarice é tão grandioso que duvido que exista outra família na Capital com um casamento tão luxuoso.

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