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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1132

Apesar de numerosos e aparentemente poderosos, os ramos colaterais estavam longe de formar um bloco unido. Havia conflitos demais entre eles.

Nos últimos anos, Lourenço fizera questão de alimentar essas divisões, infiltrar gente de sua confiança e aprofundar as rivalidades internas. Não eram poucos os membros desses ramos que, em segredo, já trabalhavam para ele havia bastante tempo.

Pensando no longo prazo, manter a parceria com Estevão não era uma escolha inteligente.

Henrique apenas estava cortando as perdas enquanto ainda podia.

Depois daquela explicação, os executivos não tiveram mais o que contestar. Na verdade, sequer havia argumentos sólidos para rebater sua decisão.

A NovaCapital tinha condições de absorver aquele prejuízo.

Estevão, por outro lado, talvez não suportasse as consequências do rompimento com a mesma facilidade.

Quando a reunião terminou, Henrique deixou a sala.

No caminho para o escritório, Pedro recebeu uma ligação do assistente de Estevão.

— Sr. Henrique, é o assistente do presidente Estevão.

Henrique nem diminuiu o passo.

— Ignore.

— Sim.

Pedro encerrou a chamada.

Ao meio-dia, já de volta ao escritório, Henrique recebeu um convite.

Abriu o envelope e passou os olhos rapidamente pelo conteúdo.

Era de Lourenço.

E aquilo, obviamente, estava longe de ser um simples convite para um banquete.

Depois de tudo o que Lourenço vinha fazendo, a última aparência de cordialidade entre ele e os ramos colaterais da família Ramos praticamente deixara de existir.

Comparecer àquele evento, portanto, significava muito mais do que aceitar um convite.

Quem aparecesse estaria, na prática, deixando clara a própria posição.

Henrique largou o convite sobre a mesa, pegou o celular e ligou diretamente para Lourenço.

— Então esse convite também faz parte das suas condições?

— Você decide. — Respondeu Lourenço.

Henrique soltou uma risada sem humor.

— Lourenço, eu já estou sendo generoso por não ter ido buscá-la à força. Não abuse da minha boa vontade.

Lourenço não se alterou.

— Como eu disse, a decisão é sua.

Henrique baixou os olhos e tamborilou os dedos sobre a mesa por alguns instantes.

— Depois de amanhã à noite, quero vê-la.

Depois disso, Nadja nem sabia quando teria outra chance de vê-lo. Muito menos de voltar a dividir o mesmo teto com ele, como estava acontecendo agora.

Leandro percebeu que ela continuava parada ali, em silêncio, com a cabeça baixa.

— Você não descansou bem ontem à noite. Talvez seja melhor aproveitar para dormir um pouco.

A voz dele era gentil, sem o menor sinal de impaciência.

E justamente por isso Nadja teve ainda mais dificuldade para simplesmente ir embora.

Ela levantou os olhos e hesitou por alguns segundos.

— Na verdade... Não estou com tanto sono.

Leandro apenas a encarou.

O corredor mergulhou num silêncio constrangedor.

Assim que os olhos dos dois se encontraram, Nadja se arrependeu.

"Por que eu fui falar isso?"

Sem saber como consertar a situação, apressou-se em se despedir.

— Desculpe incomodar.

Antes que Leandro pudesse responder, ela se virou e foi embora quase fugindo.

Ele permaneceu parado à porta, vendo Nadja se afastar às pressas.

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