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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1133

Leandro só desviou o olhar depois que Nadja desapareceu de vista. Em seguida, entrou no quarto e fechou a porta.

Nadja voltou para o próprio quarto e se encostou à porta, respirando fundo.

Nem soube dizer quanto tempo ficou ali até sentir a tensão, enfim, começar a ceder.

Ela simplesmente não sabia o que fazer.

Agora, mesmo tendo oportunidades de se aproximar dele, o receio de deixar Leandro desconfortável com suas investidas sempre falava mais alto.

"Deixa pra lá."

Talvez fosse melhor parar de forçar as coisas e deixar tudo acontecer naturalmente.

Na manhã seguinte, Tatiane mal tinha se levantado quando ouviu batidas à porta.

Ao abrir, encontrou Leandro do lado de fora.

— Professor.

— Tati, arrume suas coisas. Vamos embora hoje de manhã.

Tatiane se surpreendeu.

— Hoje de manhã?

Ela tinha imaginado que ainda ficariam ali por mais dois dias.

Leandro assentiu, sem dar maiores explicações.

— Tudo bem. E a Nadja? Ela vai com a gente?

— Alguém virá buscá-la.

Tatiane o observou por alguns segundos, mas não insistiu.

Apenas assentiu.

Depois do café da manhã, o carro que os levaria embora já estava parado diante da entrada principal.

Tatiane segurou a mão de Nadja.

— Espero que a gente consiga se ver de novo.

— Vai conseguir.

Tatiane sorriu.

— Que bom.

Soltou a mão dela, virou-se e entrou no carro.

Leandro parou diante de Nadja.

— Nadja, então nós já vamos.

Ela assentiu.

— Boa viagem. Se cuidem no caminho.

Leandro fez que sim com a cabeça, contornou o carro e entrou pelo outro lado.

Nadja permaneceu onde estava, acompanhando o veículo com os olhos enquanto ele se afastava devagar.

Quando o carro desapareceu ao longe, um vazio difícil de ignorar se abriu dentro dela.

Ela se virou para o mordomo.

— Foi meu irmão quem mandou o carro?

— Não. O motorista e o veículo foram providenciados pelo próprio Sr. Leandro.

Então Leandro poderia ter ido embora quando quisesse.

— Vocês ainda vão ter outras oportunidades de se encontrar. E entre Tatiane e Leandro não existe possibilidade nenhuma.

Nadja ficou em silêncio.

— Volte primeiro. — Lourenço acrescentou.

— Está bem.

Depois de terminar de arrumar as coisas, Nadja entrou no carro e deixou a propriedade.

Durante o caminho de volta, passou um bom tempo dividida entre procurar Henrique ou não.

Ele provavelmente sabia que não conseguia falar com ela. Talvez por isso não tivesse mandado nenhuma mensagem nos últimos dias.

No fim, Nadja largou o celular e decidiu não entrar em contato.

O carro mal havia entrado na rodovia quando o telefone tocou.

Era Henrique.

Ao ver o nome na tela, Nadja sentiu o corpo se retesar sem sequer saber por quê.

Atendeu.

— Sr. Henrique.

— Já saiu daí?

— Sim. Estou voltando para Nova Aurora.

Do outro lado, houve uma breve pausa.

Quando Henrique voltou a falar, sua voz estava mais grave.

— E eles?

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