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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1131

Por mais que tentasse, Tatiane também não conseguia decifrá-lo.

Leandro a acompanhou numa caminhada pelos arredores.

— Professor, você nunca pensou em arrumar uma namorada? — Tatiane perguntou de repente.

Leandro ergueu os olhos para o horizonte. A luz suave da manhã se refletia em seu rosto, mas havia nele uma melancolia difícil de definir.

— Claro que já pensei.

Depois de uma breve pausa, acrescentou:

— Talvez a gente simplesmente não tenha sido feito para ficar junto.

Tatiane o encarou, sem entender.

Leandro desviou os olhos da paisagem e voltou-se para ela. Um sorriso discreto surgiu em seus lábios.

— Desde que ela esteja bem, para mim já basta.

Tatiane sentiu o peito se apertar sem saber por quê.

Por alguns segundos, não encontrou nada para dizer.

Leandro mudou de assunto.

— Você comentou que queria ver a aurora boreal. Este mês é uma das melhores épocas para isso. Quer ir?

Tatiane saiu de seus pensamentos.

— A gente pode sair daqui agora?

— Claro. Estamos aqui só temporariamente.

Ela encontrou o olhar sereno e profundo de Leandro e, diante dele, não conseguiu recusar.

— Então vamos quando sairmos daqui.

Leandro sorriu.

— Combinado.

Os dois continuaram caminhando por mais algum tempo.

Quando voltaram, Tatiane já estava cansada.

Assim que entrou na sala, viu Nadja descendo as escadas.

— Nadja, já acordou?

Nadja assentiu.

Tatiane se aproximou e logo percebeu que ela não parecia muito bem.

— Não descansou direito ontem à noite?

— Mais ou menos. Tenho dificuldade para dormir em lugar desconhecido.

— Então tenta tirar um cochilo depois do almoço.

Nadja assentiu outra vez.

Tatiane a acompanhou até a sala de jantar para o café da manhã.

Ou Lourenço possuía alguma coisa contra ele, algo grave o bastante para obrigá-lo a ceder?

As especulações correram por toda parte.

E, depois daquela decisão, as outras famílias também ficaram sem saber como se posicionar.

Dentro da própria empresa, vários executivos demonstraram insatisfação. Na reunião daquela manhã, um deles chegou a questionar a decisão, embora nem ele parecesse muito seguro ao fazê-lo.

Afinal, ninguém jamais ousava contestar uma ordem dada pessoalmente por Henrique.

Dessa vez, porém, para surpresa de todos, ele resolveu explicar seus motivos.

Naquele momento, Lourenço era quem realmente comandava a família Ramos.

O fato de ter começado aos vinte anos e, passo a passo, retomado das mãos daquele grupo de velhos o poder de decisão que lhe pertencia já bastava para provar do que era capaz.

Era verdade que os ramos colaterais da família Ramos ainda controlavam boa parte dos interesses e recursos da família.

Mas havia uma realidade que ninguém podia ignorar.

O mundo estava mudando.

E eles estavam envelhecendo.

Por mais numerosos que fossem os descendentes desses ramos, a maioria não passava de herdeiros acomodados, gente que ocupava posições sem fazer nada de útil e vivia dos privilégios e da glória conquistados pelas gerações anteriores.

Os realmente competentes eram poucos.

E, entre esses poucos, justamente os que demonstravam alguma capacidade acabavam sendo afastados e excluídos.

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