Entrar Via

Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1130

Depois do café da manhã, Tatiane saiu do quarto.

Ao perceber que a porta em frente continuava fechada, aproximou-se e bateu algumas vezes.

Ninguém respondeu.

Ela não insistiu e seguiu seu caminho.

Do outro lado da porta, Nadja continuava deitada na cama, ainda atordoada. Seus olhos estavam inchados.

Depois da conversa com o irmão na noite anterior, mal conseguira dormir.

Então era isso.

Ao permitir que ela viesse para cá, Lourenço estava, na verdade, lhe dando uma oportunidade de se aproximar de Leandro.

Uma sensação amarga se espalhou por seu peito.

Nos últimos anos, não tinham faltado famílias interessadas em propor casamento. Se aceitasse uma união por conveniência, certamente haveria benefícios para a família Ramos.

Durante muito tempo, Nadja acreditara que esse seria seu destino.

Casar por interesse.

Ainda assim, entre todos os pretendentes que haviam aparecido, Lourenço nunca aceitara nenhum.

Até que a família Barbosa procurou os Ramos por iniciativa própria.

Na época, Lourenço apenas pedira que ela conhecesse Roberto melhor.

E Roberto realmente era uma ótima pessoa.

Mas, por causa de Natália, Nadja acabara discutindo com o irmão. Dissera coisas duras e deixara bem claro que, entre ela e Roberto, jamais existiria qualquer possibilidade.

E como Lourenço reagira?

Com a mesma calma de sempre.

Não discutira. Não tentara convencê-la.

Apenas mandara que a enviassem para o exterior.

Naquele momento, Nadja só conseguira sentir uma mistura sufocante de mágoa, frustração e revolta, sem nem saber contra quem descontar tudo aquilo.

Mas desde quando Lourenço sabia o que ela realmente sentia?

O problema era que Leandro não gostava dela.

Então como, afinal, ela deveria "aproveitar a oportunidade"?

Enquanto Nadja continuava perdida em seus pensamentos, Tatiane já havia descido as escadas.

Leandro estava novamente na sala, lendo o jornal que acabara de chegar.

— Bom dia, professor.

Ele ergueu os olhos para ela.

Depois da perda de memória, Tatiane passara os dois primeiros dias em um estado preocupante. Agora, porém, parecia muito mais viva, até mais radiante.

Talvez, para ela, esquecer certas coisas não tivesse sido necessariamente ruim.

Leandro dobrou o jornal e o deixou de lado.

Tatiane se sentou no sofá.

— Professor, quando a gente vai poder sair daqui?

Alguma coisa lhe dizia que, se Leandro realmente quisesse ir embora, daria um jeito.

— Além da sua filha, você sonhou com mais alguém? Ou teve a sensação de se lembrar de alguém?

Tatiane baixou os olhos e permaneceu em silêncio por um longo momento.

— Também vi um homem de costas.

Aquela silhueta ainda permanecia nítida em sua memória.

No instante em que a vira, seu peito fora tomado por uma agitação impossível de controlar. Tatiane, porém, não conseguia dizer exatamente o que aquilo significava.

Leandro a observou em silêncio, atento a cada pequena mudança em sua expressão.

Amor profundo e ódio intenso podiam coexistir.

Podiam se entrelaçar até se tornarem impossíveis de separar, prendendo alguém numa teia da qual já não havia saída.

Ele desviou o rosto para a janela.

A luz clara do dia atravessava o vidro e se espalhava pela sala, mas parecia não alcançar a sombra em seu olhar.

O silêncio se prolongou.

Tatiane ergueu os olhos para ele.

— Professor, o que foi? Está pensando em alguma coisa?

Um leve sorriso surgiu nos lábios de Leandro.

— Em nada.

Tatiane continuou encarando-o.

Seu instinto dizia que havia alguma coisa pesando no coração dele.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora