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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1129

Henrique se virou e foi embora a passos largos.

Felipe ficou observando suas costas se afastarem.

O silêncio, a forma como ele evitara responder... Para Felipe, aquilo já bastava para confirmar o que vinha suspeitando.

Pouco depois, Roberto também saiu da mansão. Ao passar por Felipe, diminuiu o passo.

— Já vou indo.

Felipe virou o rosto para ele e assentiu.

— Tá. Vai com cuidado.

Roberto fez um leve aceno com a cabeça e seguiu para fora.

Assim que atravessou os portões da mansão, chamou:

— Primo.

Henrique parou e se virou.

Roberto se aproximou.

— O Lourenço ainda não pretende deixar a Tati voltar?

Ele jamais imaginara que Tatiane estivesse grávida.

Cristiano não tinha lhe contado nada, e Roberto só descobrira naquele momento. A culpa pesou imediatamente em seu peito.

Se alguma coisa acontecesse com Tati, ele jamais conseguiria se perdoar.

— Ela vai voltar em segurança. E, Beto, você não precisa carregar essa culpa sozinho. A responsabilidade não é só sua. — Respondeu Henrique.

Roberto permaneceu em silêncio, olhando para ele.

Henrique então perguntou:

— Já contou ao seu irmão sobre a Natália?

Os dedos de Roberto se contraíram de leve.

— Ainda não.

Henrique o observou por alguns segundos.

— Então encara o que você realmente sente. Pergunta a si mesmo o que quer de verdade. Também está na hora de pensar no seu próprio futuro. Se essa for mesmo a sua escolha, seu irmão não vai se opor.

O peito de Roberto ficou pesado.

— Eu sei.

Henrique não acrescentou nada. Virou-se e entrou no carro.

Quando voltou ao Residencial Aurora, foi direto para o quarto de Bia.

A menina estava deitada sozinha na cama, distraída com um coelhinho de pelúcia. Parecia abatida, sem vontade de brincar.

O coelhinho rosa tinha sido um presente de Tatiane.

Ao ouvir a porta se abrir, Bia ergueu os olhos. Assim que viu o pai, chamou sem entusiasmo:

— Papai.

Henrique se aproximou, sentou-se na beirada da cama e acariciou seus cabelos.

— Mindinho, mindinho... Se o papai mentir, vira cachorrinho!

Henrique entrou na brincadeira.

— Tá bom. Se o papai mentir, vira cachorrinho.

O sorriso voltou ao rosto de Bia na mesma hora.

Henrique ficou com ela até adormecer. Não demorou muito para a menina pegar no sono.

Na manhã seguinte, Tatiane acordou cedo.

Sem aquelas lembranças confusas atormentando sua cabeça, vinha dormindo excepcionalmente bem nos últimos dias.

Naquela noite, sonhara outra vez com uma garotinha muito bonita.

Mas, assim que abriu os olhos, já não conseguia se lembrar direito do rosto dela.

Ainda assim, a saudade apertando seu peito era intensa demais para ser ignorada.

Tatiane levou a mão devagar até o baixo-ventre.

"Será que a menina dos meus sonhos é minha filha?"

Ficou deitada por mais alguns minutos, tentando se recompor. Depois afastou o cobertor e se levantou.

Quando terminou de se lavar e se arrumar, uma funcionária levou o café da manhã até o quarto.

Naquele lugar, tirando o fato de não ter liberdade e não poder entrar em contato com ninguém do lado de fora, todo o resto era praticamente impecável.

Mas Tatiane não queria continuar ali.

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