༺ Amara Wild ༻
Estamos no meio de um beijo arrebatador quando, de repente, um som interrompeu tudo, uma tosse intencional, como se alguém estivesse limpando a garganta.
Soltei os lábios de Luca rapidamente e, ao olhar para o lado, vi Pietro e Enzo nos encarando, de braços cruzados e expressões tão sérias que, por um instante, pensei que ia desmaiar de vergonha.
Meu rosto ficou vermelho e Luca soltou um suspiro de frustração ao perceber a presença dos dois. Pietro foi o primeiro a provocar, arqueando uma sobrancelha com um sorriso divertido:
— Muito bonito, Luca… se divertindo sem a gente? Você esqueceu do nosso acordo?
Luca revirou os olhos, como se estivesse irritado com a interrupção.
— Não é como se eu estivesse tirando a virgindade dela, Pietro. Só estava tirando uma casquinha. Então, o que foi agora? Nem beijar é permitido?
Minha vergonha só aumentava, e queria desaparecer, me enterrar em um buraco, mas, antes que pudesse dizer algo, Enzo também decidiu se pronunciar, seu tom cheio de ironia.
— Nesse caso, eu também quero. Não é justo só você aproveitar, Luca.
Pietro assentiu, balançando a cabeça com um sorriso malicioso.
— Concordo. Isso é completamente injusto.
Luca passou a mão pela barba, como se aquilo tudo fosse uma discussão trivial, enquanto me sentia cada vez mais sem chão. Incapaz de lidar com a situação, soltei uma exclamação:
— Continuo aqui, só para constar! Tenho opinião própria também…
Os três se voltaram para mim, seus olhares predatórios me deixando ainda mais desconcertada.
Havia algo perigoso e tentador nos olhos de cada um, como se estivessem prontos para disputar qualquer tipo de controle sobre mim.
Enzo foi o primeiro a se aproximar, sentando-se ao meu lado no sofá e olhando para mim com seu charme natural, um sorriso sugestivo nos lábios.
— Não é justo, Amara. Luca já aproveitou, agora é a minha vez — disse ele, inclinando-se um pouco mais para perto.
Pietro também se aproximou, ajoelhando-se ao meu lado, com um olhar de pura provocação.
Meu coração batia acelerado enquanto observava os três de perto, notando o contraste entre eles. Luca, com seu cabelo castanho ondulado e olhos de um castanho intenso, exalava uma presença forte e firme.
Enzo, loiro de olhos verdes, era charmoso e confiante, enquanto Pietro, o mais jovem, tinha aquele ar de rebeldia, com o cabelo preto raspado de um lado e o corpo marcado por tatuagens.
Todos eram lindos à sua maneira, mas juntos, me deixavam sem reação, perdida em meio a tanto magnetismo.
— E então, Amara? — indagou Enzo, seus olhos brilhando de expectativa enquanto Pietro se aproximava ainda mais, o olhar fixo em mim.
Estava cercada por eles, e, nesse momento, percebi haver realmente algo mais profundo que apenas o contrato entre nós.
Me afastei, tentando colocar alguma distância entre nós, mas não consegui evitar o olhar predador de cada um deles.
— Isso é muita sem-vergonhice — digo, tentando soar firme. — Vocês não têm vergonha, não?
Eles somente sorriem, cada um com um brilho malicioso nos olhos, como se estivessem se divertindo às minhas custas.
— Vergonha? — Pietro responde, sua voz carregada de provocação. — Você é nossa coelhinha, Amara. E agora está na toca de quatro lobos. É normal que se sinta… pressionada.
Enzo se aproximou sem cerimônia, lançando-me um olhar que já sei onde vai dar. Ele segura meu rosto e, antes que pudesse pensar em resistir, me inclina para mais um beijo.
É intenso, provocador e, contra a minha vontade, cedo ao toque dele. As nossas línguas se encontram e se misturam, como se cada movimento fosse planejado, calculado para me deixar ainda mais confusa.
Ele pausa o beijo por um segundo, me olhando com um sorriso viciado e sussurra:
— Você é tão deliciosa que já estou viciado só na sua boca.
Sem tempo para reação, ele me beijou de novo, mais fundo, desta vez. Minha cabeça gira, o calor dele me envolve e perco a noção do tempo até que Pietro aparece e, com uma expressão levemente impaciente, o puxa de cima de mim.
— Minha vez, Enzo — ele comenta, um pouco irritado.
Enzo suspira, frustrado, enquanto Luca ri ao fundo, evidentemente se divertindo.
— É, aceita, Enzo — ele diz. — Foi o que vocês fizeram comigo também.

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