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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 361

O administrador da casa logo sondou ao telefone.

— Por favor, poderia me dizer o que aconteceu com ele, estamos muito preocupados por estarmos há tanto tempo sem notícias do senhor.

Damiano não respondeu diretamente.

— Não se preocupem, eu estarei ao lado do Sr. Machado, foquem apenas em cuidar das coisas na mansão.

Sem poder fazer mais perguntas, o administrador da casa assentiu.

— Tudo bem, por favor, cuide bem do senhor.

— De nada.

Damiano desligou a ligação e caminhou até a poltrona.

O forte cheiro de álcool o atingiu em cheio, quase o fazendo tossir, mas o profissionalismo o fez segurar o impulso.

Ele se inclinou para chamar o homem de forma respeitosa.

— Sr. Machado, já é de manhã, é hora de acordar.

Cícero abriu os olhos com dificuldade, sua visão ainda obscurecida.

O quarto estava coberto por grossas cortinas blackout, tornando quase impossível distinguir o dia da noite.

— Já a encontraram?

Ele perguntou, com a voz tão rouca que arranhava a garganta, causando uma dor seca e persistente.

Damiano respondeu.

— Ainda não encontramos ninguém.

Cícero fechou os olhos novamente em desespero.

— Onde ela pode estar...

Damiano simplesmente não sabia o que dizer.

Durante todo esse tempo, ele testemunhou o Sr. Machado abandonar todas as suas funções para procurar obsessivamente por Eduarda, sem encontrar o menor vestígio do paradeiro dela.

A busca sem esperança deixava Cícero cada dia mais abatido, fazendo com que ele, que antes raramente bebia, passasse os dias afogando as mágoas no álcool.

Damiano sentia-se impotente ao ver Cícero naquele estado, sabendo que a única forma de ajudar era intensificar os esforços para localizar Eduarda.

Contudo, ele também sabia que, não importava quantos contatos usasse, seria impossível encontrá-la se houvesse alguém agindo ativamente para bloquear as investigações.

Ele agora se arrependia de não ter procurado Adilson antes de revelar a notícia a Cícero, perguntando-se se as coisas teriam sido diferentes.

Cícero assentiu levemente, com o olhar perdido à distância, sem fazer qualquer outro comentário.

Ele não conseguia explicar a razão por trás daquela ansiedade e aflição em seu peito.

Até a manhã seguinte, com o casamento se aproximando rapidamente, Cícero não conseguiu relaxar, sentindo como se houvesse uma faca afiada pendurada sobre sua cabeça.

O estilista encarregado de preparar Cícero brincou ao seu lado.

— Sr. Machado, o senhor está nervoso por causa do casamento? Muitos noivos passam por isso antes da cerimônia, é uma eansiedade comum antes do casamento, alguns ficam eufóricos, outros ansiosos, o que é muito normal. Tudo já está organizado para o casamento de hoje, o senhor só precisa aguardar a sua bela noiva.

Nesse exato momento, uma carruagem de casamento no mais clássico estilo europeu estacionou na frente do hotel, apenas esperando que Cícero subisse para levá-lo ao castelo e receber Weleska.

O estilista o avisou.

— Por favor, Sr. Machado, está na hora de irmos.

Cícero murmurou em concordância e mal havia se levantado quando o telefone de Damiano começou a tocar ao seu lado.

No começo, Cícero ignorou o fato e já começava a andar, quando de repente percebeu o tom de voz assustado de Damiano às suas costas.

— O que você disse!

Aquela exclamação sobressaltada fez Cícero parar no meio do caminho, virando-se para olhar para Damiano, que instintivamente abaixou a cabeça com ar de culpa e encerrou a chamada após murmurar mais duas palavras.

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