A cena diante dele estava muito confusa e caótica, como se o mundo inteiro tivesse sido distorcido.
Após notar que algo estava errado, Cícero sentiu o corpo como se estivesse pegando fogo, um calor insuportável de dentro para fora.
Porém, ele não se esqueceu das palavras de Eduarda; ele precisava voltar para casa antes de anoitecer.
Assim, ele usou o que restava de sua sanidade para empurrar Weleska e chamou Damiano.
"Me leve para casa, agora mesmo..."
Ao ser empurrada, Weleska ficou evidentemente surpresa, mas em seguida voltou a se agarrar nele, segurando o braço de Cícero sem querer soltar.
Damiano, por instinto, obedeceu a Cícero e disse a Weleska: "Sra. Castilho, o Sr. Machado precisa voltar para casa agora para descansar, não é apropriado que fique com a senhora. Sinto muito."
Weleska o fuzilou com os olhos e retrucou: "Você está fazendo isso de propósito para me irritar? Deixe ele comigo, eu vou cuidar bem dele!"
Damiano não recuou um milímetro.
"Sra. Castilho, num lugar público, é melhor a senhora não agir assim, pois isso só vai deixá-la numa situação constrangedora."
Weleska se desesperou: "Sabe com quem está falando?! Eu mandei você deixar o Cícero comigo, eu sou a pessoa mais próxima dele, e você é apenas um assistente contratado, entendeu?!"
Damiano manteve-se calmo e profissional, não dando muita importância para os insultos diretos de Weleska.
"Eu sou o assistente do Sr. Machado e, é claro, devo ouvir o Sr. Machado ou a senhora Machado. Quanto à senhora, temo não poder obedecer às suas ordens."
Ao terminar, Damiano não perdeu tempo com Weleska; como mulher, ela não seria capaz de competir fisicamente com ele.
Damiano ajudou Cícero a se acomodar no banco de trás do carro e observou o rosto dele, que estava suando frio.
Damiano tentou acordar Cícero: "Sr. Machado, o senhor precisa acordar. Quer que eu o leve para o hospital ou quer que o médico particular vá para a mansão?"

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