Entrar Via

Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 275

Eduarda interrompeu a troca de farpas entre os dois.

Ela olhou para Rafael e perguntou:

— Sr. Duarte, eu não te dei meu endereço, como o senhor encontrou minha casa?

Eduarda perguntou casualmente; sua intenção era apenas interrompê-los, caso contrário, os dois continuariam falando sem parar sabe-se lá até quando.

Rafael deu de ombros:

— Pedi ao RH pra entrar em contato com você e confirmar se eu podia te visitar. Aí me passaram o endereço que constava no seu cadastro.

Rafael acrescentou:

— Considere como uma visita do chefe pra ver se a funcionária está bem.

Na empresa, Rafael pretendia ligar, o telefone estava prestes a completar a chamada.

Depois de pensar um pouco, achou melhor vê-la pessoalmente, então Rafael foi ao departamento de Recursos Humanos.

— Vamos viajar para o exterior depois de amanhã, vim te ver. Se estivesse doente, eu precisaria te levar ao hospital rapidamente.

Eduarda balançou a cabeça, indicando que estava bem.

— Obrigada pela preocupação, Sr. Duarte.

Rafael fez uma pausa, mas acabou perguntando:

— Você acabou de falar com o Cícero ao telefone, certo? Vocês... vão se divorciar?

Eduarda não queria mais esconder; quando atendeu o telefone e falou, não pensou em esconder nada daqueles dois.

— Em breve. Só faltam alguns trâmites para o divórcio.

Rafael soltou um "ah" e disse para si mesmo:

— Vai ficar solteira logo.

Ficar solteira seria muito melhor do que continuar no casamento atual.

Estar solteira significava que poderia se envolver com outras pessoas solteiras.

Não era algo ruim.

Rafael olhou para ela e depois para Franklin. Ele nutria uma leve hostilidade por aquele homem; não gostava de ver Franklin ao lado de Eduarda.

Ambos podiam sentir a repulsão mútua, aquela reação natural de animais machos diante de uma disputa na natureza.

A fêmea rara e única também era um recurso pelo qual os machos lutariam.

— Quer sair para almoçar juntos? Já que ambos temos tempo, queria te convidar. — Rafael olhou para Eduarda e perguntou.

Eduarda balançou a cabeça novamente:

— Não precisa, Sr. Duarte. Quero descansar em casa. Fica para uma próxima oportunidade.

A recusa de Eduarda foi bem clara, e Rafael não podia dizer mais nada.

Eduarda fez uma pausa, soltou um longo suspiro e disse:

— Você sabia desde o início que eu estava grávida? Naquela vez que examinou meu pulso.

Franklin olhou para ela atordoado por um momento, seus olhos escureceram um pouco e ele assentiu lentamente.

Após confirmar sua suspeita, Eduarda conectou lentamente as peças do que desconfiava.

— Então, na verdade, a Weleska também sabia, não é?

Franklin olhou para ela; não esperava que Eduarda chegasse a essa conclusão.

— Como você...

Eduarda suspirou, sem demonstrar nenhuma emoção.

Eduarda disse:

— Como eu sei? Será que essas coisas que aconteceram recentemente são realmente infundadas? Pensei um pouco e descobri que não acredito nisso.

Apenas pela sua intuição, as coisas não eram tão simples.

— Você examinou meu pulso e disse que eu só estava com um mal-estar físico. Na época eu não liguei muito, achei que fosse só algo do meu corpo.

— Mas logo em seguida, Weleska armou para que o Mário invadisse minha casa, fazendo o Cícero pensar que eu e o Mário tivemos relações.

— Naquele momento, pensei que Weleska apenas me odiava e queria arruinar minha inocência. Agora, pensando bem, entendi o que ela quis dizer com "um presente ainda maior te espera".

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Diamantes e Cicatrizes