*Bem feito que perdeu os filhos.*
Essa frase foi como uma adaga cravada impiedosamente em Ofélia.
Parecia que uma corda havia se rompido em sua mente naquele instante!
Ofélia encarou Mônica com um olhar tão gélido quanto se estivesse observando um cadáver.
— Mônica, as pessoas precisam pagar pelo que dizem e fazem.
Mônica se assustou com a expressão dela e recuou instintivamente.
Ofélia avançou a passos largos e, antes que Mônica pudesse reagir, agarrou-a pelos cabelos.
Mônica sentiu uma pontada aguda, o pescoço repuxado para trás em um ângulo tortuoso, com as lágrimas brotando instantaneamente de dor.
— Ah! Que dor! Mãe, mãe, está doendo muito! Essa mulher enlouqueceu, mãe, me ajuda...
— Ofélia, sua desgraçada, solte a minha filha!
Leandra avançou, agarrou os cabelos de Ofélia e a puxou com força para trás.
Pega de surpresa, Ofélia sentiu uma pontada de dor ao ser puxada. Antes que pudesse se recompor, Mônica ergueu o pé e chutou violentamente em direção ao seu ventre!
As pupilas de Ofélia se contraíram. Ela conseguiu desviar do chute de Mônica a tempo, mas foi empurrada brutalmente por Leandra pelas costas!
Atacada por todos os lados e sem ter como se defender, ela cambaleou e caiu para frente.
Até colidir contra um peito largo e acolhedor.
Um par de mãos fortes a amparou com firmeza.
O familiar aroma de resina de pinheiro.
Era Thiago.
Ofélia ergueu o olhar, ainda atordoada pelo susto, e tocou o próprio ventre.
Ela nem ousava imaginar o que teria acontecido com o bebê que carregava se Thiago não tivesse aparecido e ela caísse...
Já havia perdido os gêmeos, nada de mal poderia acontecer a essa criança!
A mente, antes ofuscada pela fúria, agora começava a se acalmar.
Ela havia perdido o controle de suas emoções novamente...
Foi a primeira vez que perdeu o controle desde que parou com os medicamentos e decidiu se preparar para a gravidez.
Uma súbita onda de desorientação a invadiu.
Se havia se determinado a ser uma mãe exemplar e emocionalmente estável, por que ainda cedia ao descontrole?
Será que todo o seu esforço dos últimos meses havia sido em vão?
O corpo de Ofélia começou a tremer incontrolavelmente.
Ela tinha medo. Medo de estar grávida e, ainda assim, não conseguir dominar seus próprios sentimentos...
Temia ser incapaz de se tornar uma boa mãe e que suas emoções pudessem prejudicar o bebê.
Thiago percebeu que a mulher em seus braços tremia.
Sem paciência para continuar perdendo tempo com elas, Thiago ordenou a um dos seguranças:
— Expulsem as duas. A partir de hoje, sem a minha autorização, ninguém tem permissão para incomodar a matriarca.
— Sim, senhor!
Thiago desviou o olhar e virou-se, afastando-se a passos firmes com Ofélia nos braços.
...
O elevador desceu direto para o subsolo, de onde Thiago saiu carregando Ofélia.
Samuel desceu do Maybach, deu a volta rapidamente até o banco de trás e abriu a porta.
Thiago acomodou Ofélia no interior do veículo.
— Não entre ainda.
Samuel hesitou por um segundo, mas logo assentiu com a cabeça:
— Sim, senhor.
A porta do carro se fechou, e Samuel virou-se de costas.
...
Dentro da cabine isolada, Thiago afagou suavemente as costas de Ofélia.
— Já passou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Diamante Quebrado, A Rainha Renascida