Assim que viu Aquiles Silveira, Adriana gritou como se tivesse visto um anjo salvador:
— Pascoal, chame uma ambulância rápido! Leve o seu tio para o hospital! Rápido! Rápido, salve ele!
Para sua completa perplexidade, Aquiles Silveira manteve uma expressão gélida. Ele ignorou Adriana completamente, permanecendo imóvel.
Adriana ficou paralisada.
— Hahahaha! Adriana, quer saber a verdade? Foi o Pascoal quem me mandou fazer isso! Hahahaha!
Adriana olhou para Aquiles Silveira com os olhos saltando das órbitas.
— Pascoal... isso é verdade? Por que você mataria o seu próprio tio?! Por que?! Por que?!
— Hmpf! Você realmente não sabe por quê? Na superfície, ele é o irmão de criação da sua família. Nos bastidores, ele é seu amante há décadas. Acha que ele não merecia ser eliminado? Além disso, olha o que ele fez todos esses anos em que deixei a gestão da minha empresa na mão dele. Ele me colocou como representante legal para assumir todos os riscos, e era ele quem colhia os lucros. Ele drenou minha empresa, armou armadilhas para me prender. Hoje, boa parte do meu patrimônio já foi roubada por ele. E como se não bastasse, ele queria concentrar todo o poder e me escantear! Um homem que trama contra mim, que atrapalha o meu caminho, por que eu não o eliminaria? — respondeu Aquiles Silveira, destilando veneno.
Foi por isso que ele mandou Iolanda Peregrino sujar as mãos.
Afonso Peregrino foi assassinado pela própria filha. Mesmo que a polícia descobrisse, o crime seria de Iolanda Peregrino. Ele não tinha nada a ver com isso.
Do começo ao fim, suas mãos permaneceriam completamente limpas.
— Não! Não é verdade! O seu tio só queria ajudar você! Sem a ajuda dele todos esses anos enquanto você esteve no exterior, como acha que teria capital para disputar contra Benjamim Silveira?!
— Ajudar a mim? Ele estava ajudando a si mesmo! Mãe, você foi enganada o tempo todo e nem percebeu. Que patético!
Enquanto falavam, Afonso Peregrino cuspiu mais um jato de sangue nos braços de Adriana e, finalmente, deu seu último suspiro.
— Afonso! Afonso, acorda! Afonso, não morra! Não me deixe sozinha no mundo!
Os gritos de Adriana eram ensurdecedores e rasgavam a alma.
Ao perder o amor de sua vida, sentia seu coração sangrar em agonia profunda.

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