— Então... o que exatamente você quer que eu faça? — Iolanda Peregrino perguntou, apreensiva.
Desde que não envolvesse ir para a cama com outros homens, ela poderia lidar com qualquer coisa.
Aquiles Silveira sussurrou algumas palavras em seu ouvido.
Os olhos de Iolanda se arregalaram em choque absoluto.
— Você quer que eu...
— Exato. Você não odeia ele também? Por que ter pena agora? Se você me ajudar a resolver esse problema de uma vez por todas, nos casamos no mês que vem. Você será a esposa oficial de Aquiles Silveira. Vou mimar e proteger você pelo resto da vida.
— Tudo bem! Eu aceito! — Iolanda concordou, com a respiração ofegante de excitação.
—
Alguns dias se passaram.
Após se recuperar das lesões físicas graves, Iolanda Peregrino finalmente teve alta.
Os ferimentos internos a deixaram confinada a uma cama de hospital por dias.
Assim que voltou para casa, ela marcou um encontro com seu pai, Afonso Peregrino, e Adriana Silveira.
Ao entrar na sala, Adriana viu Iolanda sentada, preparando um chá de forma metódica.
— Para que nos chamou aqui? — perguntou Adriana, impaciente.
— Tia, pai, sentem-se primeiro. Este é o chá que a tia me ensinou a preparar anos atrás. Convidei vocês hoje para provarem e me dizerem como estão as minhas habilidades depois de tanto tempo.
Com um sorriso polido, Iolanda serviu uma xícara para Adriana.
Desconfiada do que a garota estaria tramando, Adriana levou a xícara ao nariz, cheirou, e deu um pequeno gole.
— Nada mal.
Em seguida, Iolanda serviu uma xícara para Afonso Peregrino.
— Pai, experimente também. Acho que nós nunca sentamos assim, apenas pai e filha, para tomar uma xícara de chá.
Afonso Peregrino pegou a xícara com certa relutância e deu um gole superficial.
— E então, pai, o que achou do meu chá?
— Dá para o gasto. — respondeu Afonso de forma indiferente.
— Comparando com a tia Adriana, quem o senhor diria que é melhor?

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