— Tudo isso aconteceu porque Afonso Peregrino mostrou a sua foto para o Xavier, despertando o interesse dele. Xavier achou que você era a cara do grande amor do passado dele e, por isso, forçou aquele casamento.
— Ele precisava do apoio da família Silveira. Se você sussurrasse as coisas certas no ouvido de Xavier, a carreira de Afonso decolaria sem problemas. Você realmente achou que ele a amava? Que piada. Você é ainda mais patética do que eu!
Adriana arregalou os olhos.
— Não, isso é impossível. É absolutamente impossível! Xavier não faria isso comigo, não! Vocês são todos uns mentirosos. Estão me enganando!
— Eu não estou mentindo. Na verdade, foi o seu próprio filho quem descobriu tudo isso. Ah, esqueci de te avisar. Aquela sua empregada leal, a Mira, foi plantada ao seu lado pelo próprio Afonso Peregrino. Durante todos esses anos, ela monitorou cada passo seu e, quando necessário, sussurrava no seu ouvido para facilitar os planos dele.
Mira já não estava mais ao seu lado; havia desaparecido sem deixar rastros desde a última traição.
Pensando bem agora, Mira sempre costumava elogiar Afonso Peregrino perto dela.
Até mesmo quando Afonso Peregrino pediu para ela influenciar Xavier, Adriana hesitou ao voltar.
Mas algumas palavras de Mira foram suficientes para apagar suas dúvidas e fazê-la ajudar Afonso Peregrino de todo o coração.
— Afonso, me diz, é verdade o que eles estão dizendo? É verdade? — Adriana perguntou para o homem em seus braços.
Mas Afonso Peregrino já havia dado seu último suspiro.
Relembrando o passado, muitas coisas eram, de fato, suspeitas.
Ela estava disposta a largar tudo e fugir com Afonso Peregrino, mas ele a convenceu várias vezes a ficar.
Todos os sinais indicavam que ele, de fato, a havia enganado desde o início.
E ela o amara tanto, disposta a fazer qualquer coisa por ele.

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