— Helena, vamos embora! — Daniel segurou a mão dela, pronto para tirá-la dali.
— Pare aí! Vocês não vão a lugar nenhum! — berrou Serena Mascarenhas Silveira.
Daniel lançou a ela um olhar mortal:
— Se alguém se atrever a me impedir de levar a Helena hoje, não me culpem se houver derramamento de sangue!
A expressão de Daniel era de quem estava pronto para matar.
Serena ainda queria bater de frente, mas lembrou que seu filho não era mais incapacitado.
Parecia que eles não precisavam mais de Helena.
Ela a tinha escolhido antes por dois motivos. Primeiro, porque Helena era brilhante.
Segundo, porque Helena tinha um bom coração. Por mais implacável que ela pudesse ser, jamais faria mal a alguém com problemas cognitivos. Jamais o maltrataria.
Mesmo que não quisesse o casamento, Helena sabia separar as coisas e não descontaria sua raiva em Benjamim Silveira.
Agora que seu filho estava bem, ele poderia ter a mulher que quisesse.
Não precisava mais dos arranjos dela.
Serena olhou para Benjamim Silveira. Ele mantinha uma expressão gélida e continuou calado.
E assim, Daniel levou Helena embora.
...
No dia seguinte.
Daniel acompanhou Helena ao hospital para fazer exames.
Como o médico havia suspeitado, ela tinha sido injetada com uma substância que tirava toda a força do seu corpo.
Porém, o medicamento não causava danos permanentes. Desde que as injeções parassem, ela ficaria bem.
Assim que o corpo metabolizasse a droga, ela voltaria ao normal.
— Me perdoa, Helena. Eu te procurei desesperadamente todo esse tempo, dentro e fora do país. Eu nunca imaginei que você estivesse bem debaixo do meu nariz! — Daniel estava tomado pela culpa por deixá-la sofrer tanto.
— Eu estou bem. Foi só um momento de descuido. Caí na armadilha de Serena Mascarenhas Silveira. Ela atuou muito bem todos esses anos, nunca percebemos que ela era esse tipo de pessoa.


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