— Sim, eu vivi nesta casa por três anos, cada dia pior que a morte, como se estivesse em um pesadelo constante.
Helena puxou Daniel, caminhando apressadamente pelo local.
— Já que este lugar traz infelicidade, não vamos mais olhar para ele; de agora em diante, nunca mais passaremos por aqui.
Daniel sorriu levemente.
— Não tem problema, embora aquele tempo não tenha sido bom, foi o que me levou a encontrar você, então sou grato em meu coração; agora, sinto que esta casa já não é tão assustadora.
— A propósito, vamos visitar a mãe do Beto; antes, ela sempre mandava vegetais para nossa casa, e minha mãe disse para procurarmos uma oportunidade de visitá-la, então, já que estamos aqui, vamos lá.
— Está bem.
Os dois, de mãos dadas, prepararam-se para ir à casa de Beto.
De repente, uma gritaria ecoou à frente.
— Pare! Pare agora mesmo! Sua maldita, pare!
Uma mulher correu subitamente em direção a eles e colidiu com Helena e Daniel na esquina.
A mulher chocou-se diretamente contra o peito de Daniel.
— Você está bem? — Perguntou Helena.
A mulher levantou a cabeça, pretendendo pedir socorro, mas, ao ver Daniel, ficou momentaneamente atônita.
Ao ver aquele rosto, a expressão de Daniel também se tornou extremamente fria.
Aquela mulher era a mesma que o havia maltratado no passado.
Naquela casa em ruínas, por três anos, aquela mulher o havia torturado.
Mais tarde, Daniel foi levado por Helena, sua vida mudou completamente, e ele nunca mais encontrou aquela mulher, deixando o assunto para trás.
Ele não esperava encontrá-la aqui hoje!
A mulher perguntou, chocada:
— Você... você é... você é o Daniel!
Ela jamais imaginaria que aquele homem, que antes jazia paralisado na cama, meio morto, estaria agora diante dela.

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