Para Daniel, aquilo não passava de um argumento irracional.
De qualquer forma, ele já não esperava nada.
— Sendo assim, não temos mais nada para conversar.
— De agora em diante, o que eu fizer não tem relação com você.
— E não pense em tirar qualquer proveito de mim.
— Não me importo com o que planeja para o Pascoal, mas aviso: se o Pascoal quiser algo, terá que conseguir pelo próprio esforço.
— Eu jamais serei o degrau dele, desista de me usar!
Ao terminar, Daniel virou-se e saiu, furioso.
Adriana cambaleou, quase explodindo de raiva.
— Filho ingrato! Filho ingrato!
— Por que fui parir isso, por quê?!
— Deveria tê-lo afogado ao nascer, assim ele não me daria desgosto nem atrapalharia o caminho do Pascoal! — Gritou Adriana, histérica.
Daniel saiu irritado e encontrou Helena esperando por ele lá fora.
— O que aconteceu? Brigou com sua mãe de novo? — Perguntou Helena.
— Já estou acostumado.
Helena segurou a mão dele, transmitindo calor através da palma.
— Não tenha medo, eu estou aqui.
Daniel puxou Helena para um abraço.
— Helena, agora eu só tenho você.
Era a segunda vez que Helena sentia a solidão e o isolamento de Daniel.
A primeira foi no vilarejo da Zona Norte, na primeira vez que o viu; nunca tinha visto alguém tão miserável.
Embora ele fosse teimoso na época, Helena ainda sentia que ele era muito solitário.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada